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Capítulo 12 - Do símbolo da Academia de Medicina de São Paulo
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Capítulo 12

Do símbolo da Academia de Medicina de São Paulo

O símbolo da Academia de Medicina de São Paulo recorda um brasão, circundado na parte inferior pelo nome da Entidade, com o ano de sua fundação e cortado, em diagonal, por goles com divisa. Na parte inferior, há alusão ao pavilhão paulista; na superior, à Medicina, como se verá a seguir.

Em diagonal, há o goles com a divisa ARS LONGA VITA BREVIS (“a vida é breve, o aprendizado, longo”), que são as primeiras palavras do primeiro aforismo de Hipócrates, para lembrar o médico da dificuldade em se fazer um julgamento e que a vida é efêmera.

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No plano inferior da divisa, contam-se treze listras em branco e preto, em alusão à bandeira paulista, com seu escudo d’armas (braço armado, empunhando pendão de quatro pontas farpadas, ostentando cruz pátea da Ordem de Cristo. Encima o escudo coroa mural, com torres, ameias e portas). Esse conjunto é suportado por listão com a divisa NON DUCOR, DUCO (“não sou conduzido, conduzo”). A referência à bandeira paulista no brasão da Academia representa a singeleza de seu povo, sua nobreza e sua altivez.

O conjunto da parte superior é composto por uma cabeça humana, na qual se enrola a serpente que, em Medicina, representa o legado da cultura greco-romana [aparece no bastão de Esculápio, Deus da Medicina (versão romana), o mesmo que Asclépio (versão grega)].

A serpente oferece a mística do eterno rejuvenescimento, uma vez que troca de pele várias vezes ao longo de sua vida, assim como o homem se renova pela Medicina, pois os remédios lhe dão novo corpo. A serpente, no emblema da Academia, forma um círculo fechado (rotundum) entre a parte final da cauda e o corpo, como se fosse dar um nó. O redondo representa a plenitude física, a res corporea, bem como, pelo nó, o aprisionamento que as doenças orgânicas causam ao homem, porque a serpente se dirigiu para baixo, para a base do ramo de café, para a terra na qual é plantado, e para onde vai o corpo quando morre.

Essa res corporea, formada pela cabeça e pela serpente, recebe a ação de uma mão destra movente, segurando um jarro, que deita líquido vermelho sobre a cabeça, pelo parietal. É o remédio, cuja ação liberta e alivia o sofrimento. No mesmo lugar em que entra a cura, o mal se transmuta em bem, na forma de vapor branco, espírito etéreo, que se esvai no azul, a mais imaterial das cores, em alusão à res cogitans, pneuma, ar, alma.

A cor vermelha, presente no líquido-remédio, simboliza o princípio da vida, com sua força e seu poder; lembra o fogo e o sangue, pertence à eternidade dos afetos, incita a ação, assim como o sol, com sua força e brilho sobre todas as coisas, é símbolo da vitalidade.

O conjunto São Paulo embaixo e Medicina de corpo e alma (res corporea e res cogitans) em cima – unidos em Hipócrates – representa fielmente a Academia de Medicina de São Paulo.

Essa composição, aprovada em 15 de abril de 1920, durante a presidência de Luiz de Rezende Puech, foi criada por Ramos de Azevedo e executada por Domiciano Rossi. Em 1954, sob a presidência de Eurico Branco Ribeiro, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo passou a se chamar Academia de Medicina de São Paulo, e o emblema recebeu o nome a circundar, externamente, a metade inferior do conjunto. Em 2003, sob a presidência de Guido Arturo Palomba, introduziu-se, na parte externa do conjunto, o ano da fundação da Academia.






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