-
Capitulo 1
Do final do século XIX em São Paulo
Capítulo 1
Do final do século XIX em São Paulo

1. INTRODUÇÃO
Em 1890, a cidade de São Paulo possuía 64.934 habitantes, número bastante significativo se comparado aos 23.700 apontados no primeiro senso demográfico, de 1873. Dos tempos da criação da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (1828), depois a construção de ferrovias e a chegada dos imigrantes, surgia no final do século XIX a capital dos fazendeiros, centro dinâmico do Estado, já considerado o mais forte do Brasil. Seu crescimento demográfico era excepcional e já contava com cerca de 150.000 habitantes em 1895!
Não há dúvida de que a existência em chão paulista da Faculdade de Direito atraiu muitos estudantes de outras partes do Brasil, cujos alunos, indômitos e ávidos pelo saber, contribuíram muito para o crescimento da vida cultural da época, assim como da imprensa e dos movimentos políticos. Em 1875, nascia o jornal A Província de São Paulo, futuro O Estado de S. Paulo, inteiramente concebido por ex-estudantes de Direito, assumidos propagandistas da campanha pela República. Em 1884/1885, entrava em A Província Júlio Mesquita, redator, um porta-voz dos mais argutos do movimento republicano. Tinham ainda os jornais A Opinião, de Jayme Pinto Serva, Valdomiro Silveira e Ermelindo Leão, O Comércio de São Paulo e Correio Paulistano (1831).

Fachada do jornal A Província de São Paulo
Fonte: Disponível em: <https://www.america.org.br/templates/images/jpg/a_provincia_de_sp.jpg>.Acesso em: 24 de agosto de 2012.Porém, ainda não havia uma agremiação médica, bem como faltava uma escola de Medicina. Salvo os jornais, que eram veículos importantes nos debates médicos em torno dos avanços e das pesquisas (principalmente as epidemias), não havia um locus para se tratar das questões profissionais e científicas. Mesmo assim, a cidade se tornava paulatinamente importante em questões de saúde pública, a ponto de médicos instalados em outros Estados se mudarem para São Paulo.
2. OS MÉDICOS
No início da segunda metade do século XIX, o número de médicos da Província de São Paulo ainda era diminuto, mas a demanda por atendimento aumentava, por causa das zonas inexploradas e dos “terrenos desconhecidos”, habitados por silvícolas.
Era necessário acudir, se não fisicamente, ao menos com ensinamentos práticos, aos fazendeiros, na sua grande maioria plantadores de café.
O Almanach litterario de São Paulo, para o anno 1879, publicado por José Maria Lisboa, Typ. Da Provincia, trazia o Guia medico ou resumo de indicações practicas para servir aos srs. Fazendeiros na falta de profissionaes, de autoria de Luiz Pereira Barreto. Este preconizava o uso de remédios que os moradores de sítio e de fazenda deveriam ter em mão.

Página de rosto do Guia Médico do Almanach Litterario, 1878
Fonte: Acervo do autorEntre as substâncias recomendadas, estavam: alume, calomelanos, cânfora, cloral, centeio espigado, poaia, tártaro emético, sulfato de quinina etc.
Um outro aspecto interessante se deu em relação aos alienados mentais, e o posterior desenvolvimento da psiquiatria na cidade, graças ao impulso de Francisco Franco da Rocha, nascido em Amparo, interior paulista, aos 23 de agosto de 1864.
Formado em 1890, foi nomeado médico do Hospício de Alienados de São Paulo (criado em 1852) e, em 1893, diretor do mesmo estabelecimento, que ficava na Várzea do Carmo, por isso é também conhecido como Hospício da Várzea do Carmo.

Francisco Franco da Rocha
Fonte: Disponível em: <https://www.francodarocha.sp.gov.br/novo/images/historico/drrocha.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Hospício da Várzea do Carmo
Fonte: Suplemento Cultural – julho 2011Franco da Rocha, em 1896, reclamava, por meio de artigos publicados em O Estado de S. Paulo e no Correio Paulistano, a criação de um local apropriado para os doentes mentais. E assim, em 1896, fundou o Hospital do Juqueri, próximo à Estação do Juqueri, à margem do rio de mesmo nome, denominação provinda do tupi (yu-querê-y, “rio de espinho que dorme”).

Complexo Hospitalar do Juqueri, fundado no final do século XIX
Fonte: Disponível em: <https://programaqualivida.blogspot.com.br/2010/01/mudanca-do-juquery.html>. Acesso em: 18 de setembro de 2012
Complexo do Juqueri, em Franco da Rocha, São Paulo, Brasil. Campanário com o relógio circundado pelas palavras Ut cuspis sic vita defluit dum stare videtur – “Esses ponteiros, como a vida, fluem, ainda que pareçam parados”
Foto: André BispoO Hospital do Juqueri era modelar nas Américas, o primeiro lugar no qual foi introduzida assistência aos alienados de modo livre, com inspiração no que ocorria em Geel, “Vila dos Loucos”, interessantíssima cidadezinha da Bélgica na qual os doentes mentais viviam no meio e conviviam com a população, como forma de tratamento.
O Hospital do Juqueri continuaria a ser o polo mais desenvolvido da psiquiatria nacional por muitas outras décadas, reunindo a nata da psiquiatria paulista e brasileira, até iniciar a sua vertiginosa decadência, a partir da chegada ao Brasil do movimento antimanicomial, nos anos 1980. (O fim do Juqueri se deu em dezembro de 2005, quando o prédio central, obra arquitetônica de Ramos de Azevedo, inaugurado em 1901, ardeu em chamas, reduzindo a cinzas as escadarias, estilhaçando os vitrais em forma de mandala e queimando o centro de estudos, os prontuários com registros de casos históricos e cerca de vinte mil obras raras, outras raríssimas, que compunham o acervo da biblioteca, em cujas prateleiras, reunidos, estavam os livros da biblioteca pessoal de Francisco Franco da Rocha. Nada sobrou.)
3. OS HOSPITAIS
Quando o Hospital do Juqueri nasceu, à época já existiam vários hospitais gerais e especializados, entre eles a Santa Casa de Misericórdia (inaugurada na Chácara do Arouche, em 1884); o Lazareto da Luz (1802); Hospital dos Variolosos (1880), que se tornou Hospital de Isolamento (em 1932, passou a se chamar Hospital Emílio Ribas); o Hospital Militar da Força Pública de São Paulo (1892); o Instituto Bacteriológico (1873); o Hospital São Joaquim – Beneficência Portuguesa (1876); o Hospital Evangélico de São Paulo (1891), que se tornou Hospital Samaritano (1894); a Maternidade São Paulo (1894); a Santa Casa de Santo Amaro (1895); o Hospital Umberto Primo (aquisição do terreno em 1878 e inauguração somente em 1904); o Hospital Santa Catarina (somente inaugurado em 1906).

Chácara dos Ingleses – antiga Santa Casa de Misericórdia
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info29/img/estudos04.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Entrada principal do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia, cerca de 1900
Fonte: Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/pupo13/4089762048/>.Acesso em: 18 de setembro de 2012
Detalhe do Hospital Geral da Santa Casa de Misericórdia, cerca de 1900
Fonte: Disponível em: <https://www.flickr.com/photos/pupo13/4089762048/>.Foto: Carlos Pupo Acesso em: 18 de setembro de 2012

Hospital Militar de São Paulo, cerca de 1899
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info29/img/estudos23.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info29/img/estudos24.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Planta do Hospital Militar, projeto de Ramos de Azevedo, 1895
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info29/img/estudos22.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012
Aspectos internos do Hospital Militar, projeto de Ramos de Azevedo
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info29/img/estudos25.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012
Instituto Bacteriológico, 1896
Fonte: Disponível em: <https://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/helmintologia/imagens/Helmin15.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Hospital Samaritano, 1954
Fonte: Disponível em: <https://www.samaritano.org.br/pt-br/sobre-o-hospital/historia/PublishingImages/historia.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Vista aérea da região do Hospital Santa Catarina, 1930
Fonte: Disponível em: <https://i152.photobucket.com/albums/s165/ewaldo_album/HospitalSanta Catarina1930.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 20124. OS MEDICAMENTOS
Sobre os medicamentos, data do século XVIII as primeiras boticas paulistas, mas eram as lojas de barbeiro, que existiam em maior quantidade, que faziam o comércio das drogas e dos produtos terapêuticos.
Na segunda metade do século XIX, as boticas começaram a se firmar como casas de manipulação. Nesses estabelecimentos, ao lado dos remédios, eram oferecidos sanguessugas e até frango para o caldo prescrito para as dietas. Porém, em 1885, existiam em São Paulo apenas seis boticas.
A partir do último decênio do século XIX, com a vigorosa imigração italiana, surgiram novos farmacêuticos e as casas de manipulação se multiplicaram, o que forçou o governador a promulgar, em 10 de julho de 1890, um edital que regulamentava a abertura de novos estabelecimentos e disciplinava o funcionamento dos já existentes.

Cervo dourado, símbolo da Botica Ao Veado D’Ouro, que a família Schaumann trouxe da Alemanha. Ficava na parte externa do prédio até 1920, quando a farmácia se mudou para o outro lado da rua e a relíquia ganhou lugar de destaque nas dependências internas
Fonte: Acervo do autor
Fachada da Botica Ao Veado D’Ouro, à direita
Fonte: Acervo do autor
Fachada da Botica Ao Veado D’Ouro, em primeiro plano, à esquerda
Fonte: Acervo do autor

Medicamentos da época, final do século XIX
À direita. Fonte: Disponível em: <https://revistadehistoria.com.br/uploads/docs/images/images/drogas.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012
Abaixo. Fonte: Disponível em: <https://guiadoestudante.abril.com.br/imagem/HISTORIA-104-57-ED1.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012
Página do jornal Correio Paulistano com anúncios de medicamentos, 1888
Fonte: Disponível em: <https://www.arquivoestado.sp.gov.br/upload/periodicos/jornais/CR18880515.pdf>

Anúncios de médicos
Fonte: Acervo do autorAlgumas fórmulas magistrais de águas usadas no final do século XIX, início do XX:
Formulario Pharmacia,manuscrito de José Luiz Faggiano, circa de 1900
Agua Phagidenica
- Calomelanos — 2,0
- Opio em pó — 1,0
- Agua de cál — 180,0
Agua de Labarraque
- Chlorureto de cál secco — 1,0
- Carbonato de sodio chrystalizado — 2,0
- Agua distilada — 20,0
Dissolva-se o chlorureto de cál na metade da água e no resto o carbonato de sodio, mistura-se as soluções e agita-se. Decanta-se por 24 horas e lava-se o precipitado em 10 partes de água em filtro de papel, mistura-se os dois líquidos e guarda-se em vidro escuro.
Agua gazoza purgativa
- Sulfato de magnesia — 25,0
- Sulfato de soda — 25,0
- Bicarbonato de potássio — 1,0
- Chloruro de sodio — 2,0
- Agua saturada ao gaz carbonico — 700,0
- Tome de meio a um copo.
Agua para cabellos
- Tintura de jaborandy — 300,0
- Sublimado corrosivo — 5 centigramas
Agua de louro serejo
- Agua destilada — 1000,00
- Alcool a 40ª — 1000,00
- Essencia de amendoas amargas — 4,0
5. O DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO
À medida que se aproximava o início do século XX, São Paulo, paulatinamente, diversificava a sua infraestrutura, dando margem a uma era profícua em mudanças. Surgiam novas práticas capitalistas e, com elas, o desenvolvimento. Em meados do século XIX, as primeiras vias férreas se tornaram empreendimentos economicamente viáveis. A rápida expansão das plantações de café para o interior (oeste paulista) trouxe o lucro e permitiu a criação da primeira estrada de ferro paulista, a São Paulo Railway, inaugurada em 16 de fevereiro de 1867, unindo o interior do Estado ao porto de Santos, a qual foi, em 1890, modernizada e duplicada no trecho da Serra do Mar.
_fmt.png)
Logotipo da São Paulo Railway, extraído do anúncio do superintendente William Speers, em 1882
Fonte: Disponível em: <https://blogs.estadao.com.br/reclames-do-estadao/files/2010/07/1882.3.10-trem-ferrovia-santos-sp.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012Na capital, em 1895, iniciou-se a construção de uma importante estação brasileira, a Estação da Luz, somente inaugurada em 1º de março de 1901 e que se tornaria um marco referencial da cidade.
Entre 1867 e 1880, várias cooperativas de estrada de ferro são formadas: Cooperativa Paulista de Estrada de Ferro, Estrada de Ferro Ituana, Estrada de Ferro Sorocabana, Estrada de Ferro São Paulo-Rio, Estrada de Ferro São Paulo-Minas. O Estado, rico, possuía trespassada rede de trilhos de aço, cortado de fora a fora por marias-fumaça, a puxar muitos vagões de carga repletos de café.

Estação da Luz, na época de sua abertura e em 1900
Fonte: Disponível em: <https://historiadesaopaulo.files.wordpress.com/2010/12/slide015.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Fonte: Foto de Guilherme Gaensly. Disponível em: <https://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/sao-paulo/imagens/estacao-da-luz-1900a.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
A cidade, de provinciana e colonial, quase do dia para a noite, transformou-se grandemente, alterando a própria infraestrutura. As antigas chácaras que circundavam o centro são loteadas, dando lugar a bairros residenciais: Santa Ifigênia (1876); Higienópolis e Avenida Paulista (entre 1890-1895); Campos Elíseos (1879), proveniente da divisão da chácara Nothman. Para alcançar este último, era preciso atravessar o Viaduto do Chá, construído em 1892, por Jules Martin, sobre a chácara da Baronesa de Itapetininga, erigido com 500 toneladas de ferro.

Bairro Santa Ifigênia, final do século XIX
Fonte: Disponível em: <https://www.comprasnasantaifigenia.com.br/imagens/santaifigenia1.jpg>. Acesso em: 24 de agosto de 2012
Casa de D. Veridiana da Silva Prado, cerca de 1884
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info16/img/estudos52.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012
Rua D. Veridiana, na última década do século XIX
Fonte: Acervo do autor
Rua Itambé, por volta de 1894
Fonte: Acervo do autor
Avenida Higienópolis recém-aberta
Fonte: Acervo do autor
Vista do distrito de Santa Cecília, Vila Buarque, final do século XIX
Fonte: Acervo do autor
Abertura da Rua Itatiaia (atual Avenida Angélica), 1898
Fonte: Acervo do autor

Convite da inauguração do Viaduto do Chá, 1892
Fonte: Acervo do autor6. ARTESÃOS E ARTISTAS
No final do século XIX, o lucro obtido com os negócios gerados pela atividade cafeeira fez com que muitos cafeicultores diversificassem as atividades. O programa de imigração, subvencionado, supria a necessidade de mão de obra em substituição aos escravos. Com a riqueza promovida pelo café, as atividades comerciais, o lazer, a necessidade de novas habitações, a vinda de artesãos e mestres de obras, engenheiros e arquitetos europeus e a facilidade de importação de materiais edificaram, em larga escala, residências e casarões, com telhas francesas, mármores, madeiras e elementos decorativos de ferro fundido, que deram a São Paulo toda a face de sua incipiente grandiosidade.
_fmt.png)
Casarão da Av. Paulista, 1935, onde hoje funciona a Casa das Rosas
Fonte: Disponível em: <https://imgms.viajeaqui.abril.com.br/7/foto-galeria-materia-620-5x.jpeg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012Em 1873, foi criado o Liceu de Artes e Ofícios por um grupo de aristocratas pertencentes à elite cafeeira nacional. Não se pretendia, no início, promover a educação cultural, mas, sete anos depois, transformou-se em uma efetiva escola de arte, na qual se ensinava o trabalho com o gesso, a marcenaria, o desenho, entre outros. (Em 1890, assumiu a sua presidência o grande arquiteto Francisco Paula Ramos de Azevedo.)

Centro Cultural do Liceu de Artes e Ofícios
Fonte: Acervo do autor
Liceu de Artes e Ofícios
Fonte: Disponível em: <https://novosite.liceuescola.com.br/sites/default/files/arquivos/imagens/fotos_imagens/017.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012O ensino artístico também era promovido nos próprios ateliês dos pintores, que tinham vários discípulos e aprendizes, aos quais ensinavam a técnica da imprimadura da tela, o uso das cores, o desenho e a confecção de tintas.

Almeida Júnior
Fonte: Disponível em: <https://1.bp.blogspot.com/-xtTJ0Z8MRT8/TxdpXUwyiII/AAAAAAAABm8/rlTdk0MCVgM/s1600/3223029619_6fc18cd29d_z.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012
Pedro Alexandrino
Fonte: Disponível em: <https://www.pinturasemtela.com.br/wp-content/uploads/2011/07/pedro-alexandrino-borges-pintor-e-desenhista-brasileiro.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012Organizavam-se mostras e exposições. Entre os nomes importantes da época, estão Almeida Júnior (1850-1889), Pedro Alexandrino (1856-1942), Oscar Pereira da Silva (1867-1939), Benedito Calixto (1853-1927) e Castagneto (1851-1900), que, em 1895, expôs no Banco União de São Paulo. Nas obras desses artistas, predominam as paisagens e as naturezas mortas, pois esses temas acabaram se firmando como gênero no decorrer do século XIX, enquanto as cenas das batalhas decaíam no gosto do público. São, na maioria, pinturas en plein air, imagens tão fidedignas quanto possível.

Benedito Calixto
Fonte: Acervo do autor
Oscar Pereira da Silva
Fonte: Disponível em: <https://bolsadearte.com/artistas/perfil/id/105/>. Acesso em: 21 de setembro de 2012
Castagneto
Fonte: Disponível em: <https://bolsadearte.com/artistas/perfil/id/35/>. Acesso em: 21 de setembro de 2012Interessante notar que os artistas plásticos do final do século XIX pintaram quadros que são verdadeiros documentos iconográficos da cidade, muitas vezes a chamar a atenção para os graves problemas urbanos, como a tela de Benedito Calixto, Inundação da Várzea do Carmo, de 1892, com detalhes e pormenores do problema crônico do transbordamento do rio Tietê, que até hoje assola a antes cidade em desenvolvimento e agora megalópole, São Paulo.

Tela de Benedito Calixto – Inundação da Várzea do Carmo
Fonte: Disponível em: <https://www.novomilenio.inf.br/santos/calixt28.htm>. Acesso em: 27 de agosto de 2012O movimento modernista ainda não existia, mas os seus próceres já tinham nascido: Tarsila do Amaral, 1886, Anita Malfatti, 1889, Victor Brecheret, 1894, os quais iniciariam, com outros artistas, como músicos e escritores, verdadeira revolução nas artes brasileiras, a culminar com a importante Semana de Arte Moderna, em 1922.

Tarsila do Amaral (à dir. na foto), cerca de 1900
Fonte: Disponível em: <https://vmulher5.vila.to/interacao/original/30/os-romances-de-tarsila-do-amaral-2-30-410.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 20127. A PRIMEIRA ENTIDADE MÉDICA PAULISTA
O certo é que no final do século XIX, São Paulo não era mais uma cidade tímida e acanhada, mas uma próspera capital em franco e rápido desenvolvimento.
Nesse clima ascendente, em 7 de março de 1895, nasceu a primeira entidade médica paulista*, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, que se tornaria Academia de Medicina de São Paulo, em 1954, ano do quarto centenário da cidade.
Sua criação está intimamente relacionada ao virtuosismo de seu criador, o grande vate da Medicina de então, Luiz Pereira Barreto, de vida laboriosa e fecunda, um positivista de grandeza.


Planta do centro de São Paulo (1881)
Fonte: Disponível em: https://www.arquiamigos.org.br/info/info20/img/1881-download.jpg. Acesso em: 5 de setembro de 2012* É preciso registrar que em 7 de setembro de 1888 foi criada a Sociedade Médico-Cirúrgica de São Paulo, presidida por Antonio Pinheiro de Ulhôa Cintra, o Barão de Jaraguá. Instalada no edifício da Faculdade de Direito, praticamente não teve vida ativa, sendo oficialmente dissolvida antes de completar três anos, em 1891.
-
Capitulo 2
Luiz Pereira Barreto, o criador
Capítulo 2
Luiz Pereira Barreto, o criador

Luiz Pereira Barreto (1840-1923), um dos mais ilustres positivistas brasileiros, nasceu em 2 de janeiro de 1840, em Rezende, no Estado do Rio de Janeiro. Era filho de Fabio Pereira Barreto e de Francisca de Salles Barreto. Em Rezende, iniciou-se nos estudos no Colégio Brasil, de Joaquim Pinto Brasil. Já em São Paulo, concluiu os estudos no Colégio São Carlos. Aos 15 anos, seguiu para a Bélgica, para estudar Medicina. Graduou-se, provavelmente, em 1864. Saudoso de sua pátria, Barreto voltou ao Brasil, trazendo da Bélgica a paixão pelo positivismo de Augusto Comte. Em 1865, mais precisamente, no dia 18 de julho, Pereira Barreto se apresentou ao exame de suficiência para poder exercer a Medicina no Brasil, defendendo tese perante banca da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, intitulada Teoria das gastralgias e das nevroses em geral. Esse escrito marcaria, simbolicamente, a nova etapa do desenvolvimento do positivismo no Brasil, do qual Pereira Barreto é um dos titãs.

Luiz Pereira Barreto
Fonte: Suplemento Cultural – julho 2011
Augusto Comte
Fonte: Disponível em: <https://www.dantonvoltaire.eng.br/images/augusto.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012Na citada tese, escrevia que o espírito humano tem passado por três estados sucessivos: o teológico ou fictício, o metafísico ou abstrato e o positivo ou real. Casou-se com a Sra. Carolina Peixoto, em 1866, e clinicou na cidade paulista de Jacareí. Entre 1874 e 1876, publicou a obra As três filosofias, em dois volumes. Nela, esclarece que a primeira filosofia diz respeito aos conservadores, os representantes do antigo passado; a segunda, aos liberais, aos representantes do passado moderno; e a terceira, ao contemporâneo, à ciência atual, vale dizer, o positivismo. A obra é toda baseada em Augusto Comte: “Em todo o decurso do meu trabalho, não alcanço uma só ideia que não tenha sido emitida por Comte ou sua escola: só me pertencem as eivas da exposição” (Barros, R. S. M., A evolução do pensamento de Pereira Barreto, p. 105). Ainda, propõe a reforma espiritual como solução positiva e fundamental, a qual deverá ser atingida pela educação, como concebido por Comte. Nos anos seguintes, Barreto passou a se dedicar a campanhas de conteúdo socioeconômico. Seu alvo, praticamente, era mostrar o valor e o poder da ciência, única força capaz de impulsionar o País para o futuro. Como médico, via a necessidade de sanear o País; como homem de ciência, percebia a necessidade de resolver questões eminentemente técnicas. Então, escreveu artigos sobre plantações, qualidade e propriedade das terras, de modo especial, da terra roxa. Adquiriu, a seguir, em Ribeirão Preto, uma fazenda que se tornaria modelar. No final da década de 1870, início de 1880, Pereira Barreto se viu envolto na política, quando se tornou membro do Partido Republicano. Nessa época, escreveu uma série de artigos para o Jornal A Província de S. Paulo, sob os seguintes títulos: “A elegibilidade dos acatólicos” (1879), “A grande naturalização” (1880), “Os abolicionistas” (1880), “Ainda os abolicionistas” (1880), “A metafísica” (1881) e “A nova lei sobre a matrícula de escravos” (1881). Foi eleito representante à Constituinte Estadual de 1891 e, em uma homenagem ao seu grande mérito e prestígio, foi eleito presidente da Assembleia Constituinte e, posteriormente, presidente do Senado Estadual. Para Roque Spencer Maciel de Barros, a partir de suas poucas intervenções na Assembleia e no Senado somadas à sua forma excessivamente protocolar de agir, alheio aos debates, “difícil se torna examinar e medir a importância de sua curta experiência parlamentar” (op. cit., p. 178). Em meados dos anos de 1880, Pereira Barreto se dedicou à campanha de saneamento público, no combate a moléstias epidêmicas que assolavam o Brasil; momento em que se lançou na campanha contra a febre amarela. Em 1887, começou a participar da longa e penosa luta contra esse mal, como membro da Comissão Lacerda, que nesse ano esteve em Campinas fazendo os primeiros ensaios para debelar a doença. Em 1889, como ainda grassasse a terrível febre em Campinas, o presidente da província, Barão de Jaguara, incumbiu a Pereira Barreto preparar a opinião pública para receber, sem choque, a notícia de que o Estado estava disposto a gastar vultosa quantia ao bem da higiene para combater o mal.

Campinas, cerca de 1890
Fonte: Disponível em:<https://campinasvirtual.com.br/galeria/grande/campinas_antigas_2/largo_do_rosario_1890.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012Em março desse ano, escreveu Barreto, no A Província de S. Paulo, quatro artigos sob o título “Febre amarela”, nos quais defende a opinião de que o mal era decorrente da água contaminada: “teoria das águas”. Mais tarde, quando descobriu-se que a febre amarela se devia a um mosquito, Barreto não abandonou completamente a sua teoria hídrica. Ao contrário, procurou conciliar as ideias, convencendo-se de que somente o fechamento dos poços e fossas não era o suficiente para debelar o mal, sendo preciso atacar o mosquito por todos os lados, mas também que qualquer água estagnada é perigosa, pois é o local em que os insetos se reproduzem.

Mosquito vetor da febre amarela
Fonte: Disponível em: <https://www.combateadengue.com.br/wp-content/uploads/2011/01/Aedes_aegypti_E-A-Goeldi_1905.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012Luiz Pereira Barreto foi um grande educador e, embora combatesse o academicismo (que para ele representava o antigo passado), defendeu a abertura de novas academias. Data de 24 de novembro de 1881 o Decreto que criaria, em São Paulo, uma Academia de Medicina, Cirurgia e Farmácia, a qual, entretanto, não vingou. Esse Decreto certamente teve influência direta de Luiz Pereira Barreto, considerando que era líder da medicina paulista, e que nessa área nada acontecia de importante que não tivesse a sua especial providência. A futura Academia de Medicina de São Paulo somente viria a ser criada, por Pereira Barreto, em 7 de março de 1895, que nasceu com o nome de Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Em seus derradeiros anos de vida, Barreto aderiu francamente ao darwinismo, com o qual chegou a conceitos de eugenia, que funcionaria como uma espécie de medicina preventiva, a preparar homens sadios capazes de assegurar a prosperidade, aproveitando, assim, a lei natural da seleção, mas respeitando o princípio da moral, ao qual tudo deve estar subordinado.

Luiz Pereira Barreto
Fonte: Disponível em: <https://piritubaweb.com.br/img/bairros/foto3_pagina4.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012
Charles Darwin
Fonte: Disponível em: <https://acritica.uol.com.br/multimidia/Homenageado-Charles-Darwin-Brasil-Divulgacao_ACRIMA 20100708_0008_17.jpg>. Acesso em: 27 de agosto de 2012Dedicou-se, também, à problemática do envelhecimento: “Atirado em vida, desarmado, sobre um inóspito rochedo — escreveu Barreto em 1921 — o homem é um ente consciente, condenado sem apelo à morte. Todo o brilho das suas faculdades intelectuais e morais, ostentado durante a mocidade e a idade viril, desaparece tristemente na escuridão da última fase de sua curta existência. A velhice é uma imerecida humilhação e a morte é uma trágica injustiça. Não temos para nos defender senão o fraco e o vacilante filete de luz que a natureza, por grande favor, concedeu ao nosso cérebro e é só com essa precária e frágil arma que temos de sustentar a luta pela vida” (Barros, R. E. M., op.cit. p.242). Em 2 de janeiro de 1923, no dia de seu 83º aniversário, contrariando os seus hábitos de madrugador, a porta do quarto em que dormia continuava fechada quando as outras pessoas da família despertaram. Aberta a porta, “encontrou-se caído e já em rigidez cadavérica o corpo do grande cientista” (O Estado de S. Paulo, janeiro de 1923).
-
Capitulo 3
Do nascimento da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo
Capítulo 3
Do nascimento da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo

1. O MOTIVO
Luiz Pereira Barreto (1840-1923), médico e filósofo, era reconhecidamente um líder político da sua época. Essa liderança se firmou na década de 1880, a qual resultou em um prestígio que desfrutaria por todo o resto da vida. Barreto pregava destemidamente soluções para a política brasileira, mas também, como sói acontecer, atraía adversários. Sua atuação não se limitava à teoria, considerando que em 1889 concorreu às eleições como candidato a deputado pelo Segundo Distrito da Província de São Paulo, nas quais foi batido por Moreira de Barros. Porém, aproximava-se a concretização dos ideais republicanos e, quando foi garantida a nova forma de governo, Pereira Barreto seria eleito Representante Constituinte Estadual de 1891. Em homenagem a seus méritos, elegeram-no presidente da Assembleia Constituinte e, posteriormente, presidente do Senado Estadual. Fazia parte da oposição e, consequentemente, sofria acerbas críticas da situação, publicadas nos jornais da época.
A bem ver, essas críticas a Pereira Barreto atingiam outros médicos, que, à época, não tinham um local, uma sociedade na qual pudessem se reunir, amalgamar-se pela profissão e pelo prestígio que cada qual possuía em sua individualidade, a mostrar a força política da grei.
É preciso registrar que não somente no campo político, mas também o combate ao charlatanismo e às concepções climatológicas, substituindo-as pelas noções de higiene, além das posições firmes dos médicos em relação aos problemas de saúde que assolavam o Estado, geravam inimizades e seus respectivos movimentos de oposição.
Assim, nascia a necessidade premente de esses profissionais se unirem, sendo a forma eleita criar uma sociedade médica e promover um grande banquete de desagravo e de união em torno de Luiz Pereira Barreto. A data escolhida foi 7 de março de 1895, uma quinta-feira.
2. A CRIAÇÃO
Houve uma reunião preparatória, em 24 de fevereiro de 1895, que se deu no consultório de Sergio Meira, à Rua São Bento, 23. Estavam presentes os seguintes médicos: Luiz Pereira Barreto, Theodoro Reichert, Inácio de Rezende, Pedro de Rezende, Mathias de Vilhena Valladão, Amarante Cruz, Cândido Espinheira, Erasmo do Amaral, Luiz de Paula, Marcos de Arruda, Evaristo da Veiga, Sergio Florentino de Paiva Meira e Carlos José de Arruda Botelho. Foram ainda considerados presentes, que “só por motivo de força maior deixaram de comparecer” (primeira ata preparatória), Arnaldo Vieira de Carvalho e Jayme Serva. Todos foram considerados fundadores.

Carlos José de Arruda Botelho
Fonte: Disponível em: <https://www.dec.ufcg.edu.br/biografias/carljabo.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012No dia 7 de março de 1895, pela manhã, deu-se a segunda reunião preparatória, à Rua São Bento, 23, com a presença de Luiz Pereira Barreto, Mathias Valladão, Pedro de Rezende, Luiz de Paula, Erasmo do Amaral, Tiberio de Almeida, Sergio Meira, Coriolano Burges, Cândido Espinheira, Gulter Pereira, Evaristo da Veiga, Aristides Serpa, José Redondo, Rodolpho Margarido da Silva, Gregório Cunha Vasconcellos, Amarante Cruz, Evaristo Bacellar e Theodoro Reichert, quando este último foi convidado para presidir a sessão. Na ocasião, foi aprovado o Estatuto, que dispõe, no art. 4º, que será cinquenta o número de sócios e, por unanimidade, foi designado o dia 7 de março para a sessão solene comemorativa do dia do aniversário da instituição. Elegeu-se a primeira diretoria, por aclamação, assim composta: presidente, Luiz Pereira Barreto, e para os demais cargos, por maioria de votos, Carlos Botelho (vice-presidente), Sergio Meira (primeiro-secretário) e Mathias Valladão (segundo-secretário). Ficou resolvido que se completasse a sociedade com os seguintes médicos, aceitos por unanimidade: José Luiz de Aragão Faria Rocha, José Alves Rubião, Carlos Comenale, Felice Buscaglia, Jerônimo de Cunto, Francisco Pignataro, João Neave, Arthur Vieira de Mendonça, Raphael de Paula Souza, William Strain, Ataliba Florence, Bernardo de Magalhães, Octaviano de Mello Barreto, Philadelpho de Lima, Arthur Seixas e Claro Homem de Mello (conforme a ata do dia, publicada no Boletim de Medicina e Cirurgia de São Paulo, ano 1, n. 1, 1895)*.

Rua São Bento, 23, cerca de 1910
Fonte: Acervo do autor3. O BANQUETE
À noite, às dezenove horas e quinze minutos, iniciou-se o grande banquete servido em uma mesa em forma de U, preparada para noventa talheres, no salão do Club Germania, que teve elevado alcance social, oferecido por setenta médicos**, como demonstração de alto apreço às qualidades morais e intelectuais de Luiz Pereira Barreto. O menu do jantar foi organizado pela Rotisserié Sportsman.
Por volta das dez horas, começaram os brindes e os discursos, quando se declarou constituída a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Os médicos presentes foram convidados a se inscrever como sócios. Um conjunto de música do palco pequeno do Club tocou peças durante o evento, que foi encerrado à meia-noite e quinze, ao som do Hino Nacional.
POTAGE
Crême de VolailleHORS D’OEUVRE
Canapé de CaviardPOISON
Robalo sauce ChambordERÉES CHAUDES
Gibelotte de lapin á la Sportsman
Filet pique á la RichelieuENTREÉS FROIDE
Paté de Foi Gras BelleuveLÉGUMES
Asperges sauce MousselineROTI
Dinde Truffée
Salade AssortieENTREMENTS
Gateau monté de Savoie
Parfait á la VanilleFRUITS ET FROMAGE
VINS
MadéreRHINJ
ohannisberger, NiersteinerBORDEAUX
Ch, d’Arc, Ch. MargauxBORGOGNE
Pommard, ChambertinCHAMPAGNE
Monopol, FarreLiqueurs – Café – Cigares
Cardápio do banquete de 7 de março de 1895
Fonte: O Estado de S. Paulo, 9 de março de 18954. A INSTALAÇÃO OFICIAL
Oito dias depois da fundação, em 15 de março de 1895, deu-se a instalação oficial da Sociedade de Medicina, com sua primeira Assembleia Geral, realizada no Salão Nobre da Academia de Direito do Largo São Francisco, gentilmente cedido para este fim pelo Barão de Ramalho. Naquela ocasião, foi lavrada a ata inaugural da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. Nessa primeira Assembleia, que se iniciou às dezoito horas e trinta minutos, revogou-se o disposto no art. 4º, atitude em que o número de membros da Sociedade passou de cinquenta para “ilimitado”. Curioso notar que, em maio de 1897, voltou a ser limitado, permanecendo até hoje, somente variando o número de membros. Em 1897, eram cem membros, número que permanece até fevereiro de 1920, quando foi elevado para cento e trinta; em 1936, passa para cento e vinte; em 1954, já sob o nome Academia de Medicina de São Paulo, permanece cento e vinte; e, em 1961, passa para cento e cinquenta. Em 1989, o número se eleva para duzentos, o qual se mantém até 2004, quando, definitivamente, estabelece-se cento e trinta cadeiras.

Salão Nobre da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, 2012
Fonte: Disponível em: <https://i0.ig.com/bancodeimagens/43/qb/m2/43qbm2ctwkgbghxzovwkz lsg8.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 20125. LISTA DOS MÉDICOS
Lista dos médicos que ofereceram e participaram do banquete de desagravo a Luiz Pereira Barreto, em 7 de março de 1895, dia do nascimento da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo.
- A. Siqueira
- Abilio Vianna
- Alfredo de Medeiros
- Alfredo Ellis
- Alfredo Zuquim
- Almeida Netto (sic)
- Amancio de Carvalho
- Americo Brasiliense Filho
- Arnaldo Vieira
- Arruda Sampaio
- Arthur Azevedo
- Arthur Seixas
- Ascendino Reis
- Ataliba Florence
- Bernardo Magalhães
- Bettencourt Rodrigues
- Braulio Gomes
- Buscaglia
- Candido Espinheira
- Cantinho
- Carlos Botelho
- Carlos Niemeyer
- Carlos Penna
- Cerqueira Lima
- Comenale
- Coriolano Burgos
- Correia de Menezes
- De Cuntô (sic)
- Diaulas de Almeida
- Diogo de Faria
- Erasmo do Amaral
- Eulalio da Costa Carvalho
- Evaristo Bacellar
- Evaristo da Veiga
- Faria Rocha
- Franco de Medeiros
- Fructuoso Pinto
- G. Philadelpho
- Gregório Cunha Vasconcellos
- Gualter Pereira
- Guilherme Ellis
- Honorio Libero
- Ignacio Pereira da Rocha
- J. Neave
- Jayme Serva
- José Redondo
- José Rubião
- Leonidio Ribeiro
- Lopes dos Anjos
- Luiz de Paula
- Luiz G. de Amarante Cruz
- Luiz Jardim
- Marcos Arruda
- Mathias Valladão
- Mello Barreto
- Mello Oliveira
- Mendonça
- Messuti
- Monteiro de Barros
- Moraes Dantas
- Nestor de Carvalho
- Odilon Goulart
- Orencio Vidigal
- Paula Machado
- Paula Souza
- Pignataro
- R. Margarido
- Rodrigues dos Santos
- Sergio Meira
- Souza Castro
- Theodoreto do Nascimento
- Theodoro Reichert
- Thomaz Alves
- Thompson
- Thiberio de Almeida
- Ulysses Cruz
- Vieira de Mello
- Vital Brazil
- W. Strain
*Nos Anaes Paulistas de Medicina e Cirurgia, v. 95, n. 2, p. 64-81, 1968, de J. O. Ribeiro Neto, no artigo intitulado “Os primeiros anos da Academia de Medicina de São Paulo”, constam como fundadores mais quatro nomes: Orencio Vidigal, Thomaz de Aquino Monteiro de Barros, Hermano Santana e Alberto Seabra. Porém, não há referências a esses nomes na ata e somente o primeiro participou do banquete à noite.
**A lista completa com o nome dos setenta médicos que ofereceram o banquete está no final deste capítulo.
-
Capitulo 4
Dos primeiros 50 anos
Capítulo 4
Dos primeiros 50 anos

Na primeira reunião de Diretoria, em 1º de abril de 1895, em uma das salas da Faculdade de Direito, foi possível observar que os presentes estavam motivados a fazer da Sociedade de Medicina um polo de debates da Medicina. Marcos Arruda, nesse dia, leu extenso trabalho sobre “aplicações da eletricidade nos batimentos da aorta abdominal, sempre com muito feliz resultado” (ata de 1º de abril de 1895). Outros temas também foram abordados, e Bettencourt Rodrigues, na ocasião, disse que “dentre os assuntos que melhor devem ocupar a atenção da sociedade, sem dúvida, são as afecções próprias mais comuns em São Paulo”.
Curioso notar que um dos temas que ocupou espaço, em várias reuniões ainda no século XIX, foi o “mal do engasgo” (disfagia espasmódica, megaesôfago dos dias atuais) –, desde a segunda reunião, em 15 de abril de 1895, em diante. Mas havia quem divergisse desse diagnóstico, pois:
sem prova clínica ou anatomopatológica estamos a perder tempo em discussões hipotéticas e estéreis. Parece antes que se trata de uma “velharia patológica” criadora de um respeito histórico digno de figurar nos arquivos da nossa sociedade, uma vez que ninguém mais confunde com as diversas perturbações do esôfago e do estômago, de causa puramente nervosa (disse Dr. Borges, na ata de 1º de junho de 1895).
Mas, o mal do engasgo permaneceu objeto de discussão por pelo menos mais uma década, quando a Sociedade de Medicina relatou o “bom resultado sobre um caso operado de mal do engasgo” (ata de 15 de outubro de 1924).
Nas primeiras duas décadas do século XIX, sucederam-se reuniões clínicas que tratavam das moléstias que assolavam São Paulo, as chamadas febres paulistas, a ancilostomose, a lepra e a tuberculose,
que precisam ser refreadas em sua marcha progressiva e avassaladora por medidas severas de repressão (ata da Sociedade de Medicina publicada nos Annaes Paulistas de Medicina e Cirurgia, agosto de 1913, ano 1, n. 1. p. 1).

Reconstituição do hospital dos leprosos, final do século XIX
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info29/img/estudos07.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012Nessa época, a Sociedade de Medicina convidava médicos para fazer palestras sobre os mais diversos temas: Ulysses Barbosa, da cidade de Santos, por exemplo, trouxe à reunião estudo sobre “A luta contra os mosquitos em Santos” (ata de 17 de novembro de 1924).
Interessante notar que no organograma da Sociedade de Medicina havia vários Presidentes de Seção: Medicina Geral, Cirurgia Geral, Medicina Especializada, Cirurgia Especializada, Ciências Aplicadas e Medicina Pública (1926), em que cada um promovia reuniões nas quais eram tratados temas de sua área. Isso durou várias décadas, até que ocorreu, em 1961, reforma estatutária, que introduziu o Conselho Científico no lugar dos Presidentes de Seção.
É importante ressaltar que desde os primeiros anos da fundação eram discutidos os meios necessários para implantar a Faculdade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, o que de fato ocorreu em 1913. Seu criador, Arnaldo Vieira de Carvalho, foi presidente da Sociedade de Medicina (1906-1907) e também presidiu o Primeiro Congresso Médico Paulista, de 4 a 9 de dezembro de 1916, organizado pela Sociedade de Medicina, cujos temas oficiais foram as endemias e as epidemias em território paulista, bem como a técnica cirúrgica e os aspectos da higiene urbana.

Faculdade de Medicina de São Paulo, busto de Arnaldo Vieira de Carvalho
Fonte: Disponível em: <https://www.imagens.usp.br/wp-content/uploads/2010/04/fm_1.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012Em 15 de abril de 1920, durante a presidência de Luiz de Rezende Puech, foram aprovados o emblema e o selo da Sociedade, criados por Ramos de Azevedo e executados por Domiciano Rossi (analisados no Capítulo 12).
Como o número de membros da Sociedade era limitado, no início dos anos 1930, um grupo de eminentes médicos resolveu criar outra entidade, que fosse aberta e sem limite de sócios: nascia, em 29 de novembro de 1930, a Associação Paulista de Medicina (APM), que teve, como primeiro presidente, Domingos Rubião Alves Meira, membro da Sociedade de Medicina e Cirurgia, e seu presidente por duas vezes (1905-1906 e 1911-1912).
À época, a revista Annaes Paulista de Medicina passou a publicar as reuniões da APM (primeira publicação em 23 de fevereiro de 1931, “calculose hepática”, de Alípio Correa Netto e João Alves Meira, e “caso de ruptura incompleta da vesícula biliar”, Eurico Branco Ribeiro). A APM seria, rapidamente, uma das mais importantes entidades médicas do Brasil.
Na década de 1940, a Sociedade de Medicina, além dos temas científicos, dedicava-se a outros assuntos de interesse público, por exemplo, o problema da redução da gordura no leite. Nas palavras de Pompeu do Amaral:

Emblema da Sociedade de Medicina
Fonte: Acervo do autor
Sede atual da APM em 1951
Fonte: Acervo da APM(…) é inconveniente consentir-se na redução do valor alimentício do leite, tolerando a baixa de seu teor de gorduras para 3%, conforme já permitem nossos regulamentos sanitários (ata da reunião de 15 de janeiro de 1942).
É preciso lembrar que a pasteurização nem sempre era bem vista, pois havia “autores estrangeiros que responsabilizam o leite pasteurizado pela incidência do raquitismo e do escorbuto” (idem).

Cinco primeiras marcas de leite pasteurizado de São PauloFonte: Disponível em: <https://www.leitebrasil.org.br/livro/imagens/garrafas.jpg>. Acesso em: 28 de agosto de 2012
-
Capitulo 5
Da passagem de Sociedade para Academia
Capítulo 5
Da passagem de Sociedade para Academia

Quando Eurico Branco Ribeiro assumiu a presidência, em 7 de março de 1954, em sessão solene, foi colocada em votação a mudança do nome, de Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo para Academia de Medicina de São Paulo, isso porque, a rigor, a Sociedade já funcionava como Academia, com suas vagas limitadas e o seu método de selecionar novos membros por trabalhos científicos e títulos. Em seu discurso de posse, Eurico Branco Ribeiro disse:
De fato, foi ela (Sociedade de Medicina) organizada dentro de uma estrutura acadêmica. Não é instituição aberta, como geralmente as sociedades de medicina, mas somente abre as suas portas a profissionais credenciados, com uns tantos anos de tirocínio, mediante concurso de títulos e aprovação de um trabalho inédito de livre escolha do candidato. O número de cadeiras é restrito e só quando se dá uma vaga é que se abre concurso para preenchê-la, tal como nas academias e como nestas cada cadeira tem um patrono. Assim sendo, na realidade, a nossa Sociedade é uma Academia de Medicina e Cirurgia (Anaes Paulista de Medicina, junho de 1954, n. 6, p. 453).

Eurico Branco Ribeiro
Fonte: Disponível em: <https://www.academiamedicina saopaulo.org.br/biografias/146/BIOGRAFIA-EURICO-BRANCO-RIBEIRO.pdf>. Acesso em: 28 de agosto de 2012
Sobre essa Assembleia Geral de 7 de março de 1954, Eurico Branco Ribeiro escreveu:Por deliberação da grande maioria da Assembleia Geral da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, de 7 de março de 1954, que é constituída por 120 membros titulares e eméritos, que ali ingressaram através de concurso de trabalho inédito e títulos, acaba de ser a veterana entidade científica de São Paulo promovida à categoria de Academia de Medicina de São Paulo. O certo é que a veterana Sociedade, agora Academia, vai passar por uma fase de grande interesse no seio da nossa classe médica, porquanto a maioria almejará, como coroamento de sua vida profissional, ingresso no seio de tão importante sodalício científico. Teremos daqui em diante, na disputa das vagas em concurso, verdadeiras competições médicas (Anaes Paulista de Medicina, junho de 1954, n. 6, p. 454).
A reforma estatutária de 1954 também alterou o organograma da entidade:
- Presidente
- Vice-presidente
- Secretário-geral
- Secretário Adjunto
- Tesoureiro
- Secretaria de Mesa (dois membros)
- Presidente de Seção: Medicina Geral
- Presidente de Seção: Cirurgia Geral
- Presidente de Seção: Medicina Especializada
- Presidente de Seção: Cirurgia Especializada
- Presidente de Seção: Ciência Aplicada à Medicina
- Presidente de Seção: Medicina Social
- Comissão de Patrimônio (quatro membros)
Com a mudança de Sociedade para Academia, manteve-se o brasão, que passou a ser circundado pelo novo nome. Praticamente não houve alteração nas reuniões científicas-culturais sistematicamente realizadas. Tanto antes quanto depois, reuniões clínicas e debates eram realizados, e personalidades ilustres eram convidadas para dar conferências, expedientes todos providenciados pelos Presidentes das várias seções. Registre-se que logo após a mudança do nome, deu-se mais um momento sublime quando, em 8 de novembro de 1956, a Academia se reuniu extraordinariamente para receber um dos maiores nomes, senão o maior, da psiquiatria mundial contemporânea de então, o Professor Henri Ey, de Paris, que foi saudado, em nome dos presentes, pelo Professor Fernando Bastos. Henri Ey proferia pelo mundo palestras sobre os mais interessantes temas da área, entre eles, a “patologia da consciência”, “as tendências atuais da psiquiatria”, “a organização dos hospitais psiquiátricos” e também “a noção de esquizofrenia”, tema abordado na palestra daquele dia.


Medalha da Sociedade de Medicina de São Paulo, 50 anos
Fonte: Acervo do autor

Medalha da Academia de Medicina de São Paulo, 100 anos
Fonte: Acervo do autor -
Capitulo 6
Das sedes
Capítulo 6
Das sedes

1. OS PRIMEIROS ANOS
Ao nascer, a Sociedade de Medicina tinha como sede oficial a Rua São Bento, 23, a princípio no consultório de Sergio Meira, mais tarde, no mesmo prédio, em salas por ele alugadas. As sessões se realizavam na Faculdade de Direito, desde a fundação da Sociedade, até março de 1896.

Mapa do Centro de São Paulo – Rua São Bento, n. 23 em 1895 (mapa de 1881)
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info20/img/1881-download.jpg>. Acesso em: 5 de setembro de 2012Em agosto de 1895, um grupo de membros da Sociedade de Medicina organizou um posto médico em que cada um atendesse aos doentes de sua especialidade. Era a Policlínica. Em fevereiro de 1896, Carlos Botelho, vice-presidente da Sociedade de Medicina, ponderou em reunião de Diretoria que a Policlínica, então sob sua direção, fosse colocada à disposição da Sociedade de Medicina enquanto houvesse necessidade, para fins de ser condignamente instalada, o que foi prontamente aceito. A nova sede da Sociedade de Medicina, a qual perdurou até outubro de 1904, era um sobrado à Travessa da Sé, n. 15.

Esquina do Largo da Sé com a Travessa da Sé
Fonte: Disponível em: <https://www.arquiamigos.org.br/info/info20/img/1881-download.jpg>. Acesso em: 5 de setembro de 2012
Policlínica e Sociedade de Medicina de São Paulo, aquarela de José Wasth Rodrigues
Fonte: Acervo do autorNesse ano, a Policlínica resolveu fechar temporariamente sua sede. Em tais condições, a Sociedade de Medicina se transferiu temporariamente para a Santa Casa de Misericórdia, que “amável e generosamente colocou à sua disposição para as suas reuniões o Salão Nobre do Hospital Geral” (PUECH, R. A Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo. São Paulo: Casa Garraux, 1921, p. 13), na qual permaneceu até o início da década de 1910.
2. A SEDE PRÓPRIA QUE NÃO VINGOU
A partir de 1910, a Sociedade de Medicina viu satisfeita a sua maior ambição, a de ter uma sede própria.
Até então, seu patrimônio era pequeno, basicamente provindo das anuidades dos membros, e suas despesas eram, relativamente, grandes: tinha que editar o boletim. Porém, em 1904, conseguiu-se uma subvenção anual do Congresso Legislativo do Estado, cuja quantia foi sendo elevada ano a ano, até que em 15 de abril de 1910, na gestão de Synésio Rangel Pestana, reuniu-se numerário suficiente para comprar um prédio, à Rua do Carmo, n. 6:
que é de construção antiga, está em boas condições de conservação e resistência. Este resultado representa os tenazes esforços das Diretorias que se têm precedido desde 1904, em que tiveram a primeira subvenção do Governo do Estado. Resta agora lançar a pedra fundamental do nosso edifício e iniciar-lhe a construção (Ata da Assembleia Geral extraordinária de 15 de abril de 1910).

Rua do Carmo, n. 6, porta de entrada da antiga sede própria da Sociedade de Medicina
Fonte: Acervo do autorNessa “construção antiga em boas condições”, a Sociedade de Medicina passou a se reunir*. À época, a Policlínica comprou os terrenos n. 8 e n. 10 da mesma rua, contíguos à Sociedade de Medicina.
Em 12 de novembro de 1912, a Sociedade de Medicina, em reunião com a Policlínica, aprovou o acordo de unir seus bens materiais, fato que assentou as bases para uma construção conjunta.
Apesar de a Sociedade de Medicina ter entregue os seus bens, o tempo decorrido para o início dessa construção foi maior do que o esperado: entrava o ano de 1914 e as necessárias obras de adequação ainda não tinham começado. Chegou o ano de 1920 e nada ainda havia de feito. A sede social, tão esperada já para o ano de 1913, começava nova década e não passava de projeto. Como os contratos entre Policlínica e Sociedade de Medicina tinham cláusulas dúbias, firmou-se novo acordo, no qual “a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo faz entrega à comunhão do seu terreno acima referido”, bem como a “Policlínica de São Paulo faz entrega à comunhão do seu terreno acima referido”, dividindo-se assim os espaços, quais seriam ocupados por uma, quais pela outra.
No entanto, já em junho de 1919, a Policlínica se encontrava em grandes dificuldades financeiras. Em resumo, a comunhão de bens existentes foi hipotecada, como consta da ata de 24 de setembro de 1924. Cinco anos depois, em 16 de dezembro de 1929, diz a ata o seguinte:
Como em 28 de janeiro de 1930 vencerá a hipoteca, a Policlínica solicita à Sociedade de Medicina dilação do prazo da hipoteca. Aberta a discussão pelos Membros da Comissão de Patrimônio, ficou deliberado fosse tomado em consideração o ofício da Policlínica em que o seu Presidente solicita ao Presidente da Sociedade de Medicina de São Paulo a renovação da dívida hipotecária para 11 de fevereiro de 1933.


Ata de 1920
Fonte: Acervo do autor. Foto: Flávia NegrãoNo início de 1939, as reuniões da Sociedade, que eram feitas na Rua do Carmo n. 6, cessaram, pela perda do imóvel para os credores (Caixa Econômica Federal). Os subsídios públicos do Estado à Sociedade de Medicina, que começaram em 1904 e cresceram paulatinamente até 1925, em 1931 são suspensos definitivamente.
3. AS VÁRIAS MUDANÇAS DE SEDE
A sede voltou para a Santa Casa de Misericórdia, cuja primeira reunião foi em 14 de março de 1939. Lá, ficou agasalhada por mais de dois decênios, tornando-se, em 1959, sócia Honorária:

Santa Casa, 1939
Fonte: Disponível em: <https://www.santacasasp.org.br/museu/im/quemsomos-2.jpg>. Acesso em: 29 de agosto de 2012(…) à vista dos seus elevadíssimos méritos cívicos e pela honra insigne concedida a esta casa, realçando com sua presença o centenário da Beneficência, fato este que constitui página da mais alta relevância nos anais desta instituição, 2 de outubro de 1959.

Placa comemorativa da Academia, 1959
Fonte: Acervo do autorNa década de 1960, a sede da Academia foi transferida para o Instituto Oscar Freire, à Rua Teodoro Sampaio, 115, 2º andar, no qual ficou até 1986, quando passou a se reunir no Nacional Clube, do qual a Academia possuía um título. Lá, ficou até 1991 (desligou-se oficialmente do Nacional Clube em 20 de setembro de 1995), voltando ao Instituto Oscar Freire, até 28 de junho de 1993, quando a sede passou à Rua Martiniano de Carvalho, 995, até 1998, funcionando em um sobrado oferecido pelo Hospital Beneficência Portuguesa. Nessa época, já havia movimentação para a aquisição da sede própria.

Instituto Oscar Freire, 1960
Fonte: Disponível em: <https://medicina.fm.usp.br/gdc/docs/iof_61_imagemhome1_.jpg>. Acesso em: 29 de agosto de 20124. A SEDE PRÓPRIA
Na gestão de Marisa Campos Moraes Amato (1997-1998), graças ao seu especial empenho e à colaboração espontânea de vários Acadêmicos, fez-se uma “vaquinha”, em que se arrecadou dinheiro suficiente para adquirir a sede própria, em 2 de junho de 1998, à Rua Joaquim Floriano, 820, conj. 182, bairro Itaim Bibi. Assim, a Academia mudou-se para sua sede própria. Excelente conjunto em prédio moderno, com segurança e estacionamento, porém, dispendioso quanto ao condomínio, em face da arrecadação das anuidades pagas pelos Membros.
Em 8 de abril de 2005, em reunião plena de Diretoria da Associação Paulista de Medicina (APM), presidida por José Luiz Gomes do Amaral, também Acadêmico, por sua proposição e de Guido Arturo Palomba, foi colocada em votação a possibilidade de a Academia de Medicina de São Paulo se instalar no prédio da APM, à Av. Brigadeiro Luís Antonio, 278 – 6º andar, em regime de comodato, o que foi aprovado por unanimidade, “tratando-se de um marco histórico” (a APM nascera no ventre da Academia, que retornava à APM), como consta da ata 58ª da APM (gestão 2002-2005).

Sede atual
Fonte: Acervo do autor.No dia seguinte, 9 de abril de 2005, José Luiz Gomes do Amaral apresentou a proposta à Assembleia Ordinária de Delegados da APM, a qual foi aprovada por aclamação.
À época, o 6º andar do prédio da APM estava em reforma. Assim que ficou pronto, em fevereiro de 2007, a Academia de Medicina de São Paulo se mudou para lá, à Avenida Brigadeiro Luís Antônio, 278, 6º andar, em cujo local está muito bem instalada até presentemente. Quanto à sede própria, alugou-a para reforçar o caixa.

Prédio no qual se encontra a sede própria
Fonte: Acervo da Academia de Medicina de São Paulo -
Capitulo 7
Dos livros de ata
Capítulo 7
Dos livros de ata

Desde as primeiras reuniões preparatórias, nos idos de 1895, os assuntos pertinentes à entidade eram registrados em ata. Porém, passados cem anos, em 1995, quando a sede se localizava na Rua Martiniano de Carvalho, as primeiras atas, que até então tinham resistido ao tempo, sofreram poderoso ataque de cupins que, infelizmente, destruiu livros redigidos até 1920. Porém, graças à inestimável dedicação do ilustre Acadêmico Luiz Celso Mattosinho França, hoje a Academia de Medicina de São Paulo possui cópias completas de todas as atas, incluídas as primeiras reuniões preparatórias, antes de sua fundação, pois foram, sistematicamente, editadas no Boletim da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo, cujas cópias completas, em primorosa encadernação, encontram-se em sua sede (Av. Brigadeiro Luís Antônio, 278, 6º andar). As referentes atas vão de 1895 a 1940 e, nos Annaes Paulista de Medicina, de 1941 a 1956. De 1956 até os presentes dias, encontram-se em livros próprios, devidamente conservados, com os originais (a partir de 1920).

-
Capitulo 8
Do início ao término de um período decadente
Capítulo 8
Do início ao término de um período decadente

1. O INÍCIO
Em 2 de junho de 1961, ocorreu significativa alteração no organograma da Academia, na qual foram excluídos os Presidentes de Seção, porém, mantidos os cargos anteriores de Diretoria, acrescidos do Conselho Científico, composto por seis membros. E, no lugar do Vice-presidente, entrou o Presidente Eleito. O número de cadeiras passou de cento e vinte para cento e cinquenta.
A introdução, na Academia, da figura do Presidente Eleito marcou o início de seu período decadente.
No biênio 1967-1968, surgiu a função de Segundo Tesoureiro e, em 1969-1970, sem registro de reforma estatutária em Assembleia Geral, o mandato de Diretoria, que era de um ano passa para dois.
2. O MEIO
Porém, a grande modificação estatutária, que resultou em sérias consequências, ocorreu na Assembleia Geral de 22 de março de 1989. Com essa reforma, para adentrar à Academia de Medicina as exigências eram menos rígidas; o número de Membros Titulares, de cento e cinquenta, passou para duzentos; e foram criados novos tipos de membros, entre eles os Colaboradores, os Beneméritos e os Honorários. A Diretoria inflou, considerando-se que o Conselho Científico tinha seis membros, a Comissão de Patrimônio com sete membros e todos os outros seis cargos de Diretoria, entre eles, o Presidente Eleito, que é escolhido em um determinado pleito e permanece atuante por dois mandatos seguidos: o primeiro, como Presidente Eleito, e o segundo, como Presidente, sem ter sido votado duas vezes como todos os outros cargos de Diretoria.
Mas tudo piorou na Assembleia Geral de abril de 1992, com a aprovação do Regimento Interno, a complementar o Estatuto de 1989. Tal Regimento dispunha sobre as exigências para o candidato adentrar à titularidade: basicamente bastava apresentar curriculum vitae e ser indicado por três Membros Titulares, sendo que não havia necessidade de o candidato exercer a Medicina por um período mínimo de tempo. Porém, o pior de tudo estava no art. 6º, o qual dispunha que para um Membro Titular, portanto detentor de cadeira, ao completar 15 anos na Academia ou 70 anos de idade, seria outorgado título de Membro Emérito e seria aberta nova vaga, o que, em realidade, descaracterizava a Academia, que, por princípio, prescrevia vitaliciedade do acadêmico na cadeira, sob determinado Patrono. Nesse sistema, incompreensivelmente, o Membro Emérito era castigado com a perda de cadeira e do Patrono. Com isso, vieram problemas. Por exemplo, dois nomes de Acadêmico para um só Patrono: um com cadeira (o recém-chegado); o outro, sem (com mais de 15 anos de titularidade ou 70 anos de idade). Essa disposição regimental criava outro conflito insolúvel ou nada democrático: se um médico, com mais de 70 anos, fosse se candidatar à titularidade, tecnicamente não poderia, pois as cadeiras eram reservadas para aqueles que tinham menos que essa idade. E tudo se agrava ao se considerar os critérios para a eliminação de Membros, que ficavam apenas no âmbito das reuniões de Diretoria, sem Assembleias Gerais.
3. O AUGE
A bem ver, a Academia se desfigurava como Academia, para se tornar uma espécie de sociedade dominada por grupo e isso permaneceu por vários anos. Talvez o que melhor represente a desfiguração do espírito acadêmico foi uma proposta de modificação de Estatuto, a qual sugeria a criação de novos membros, levada à reunião de Diretoria em 29 de outubro de 1997. As novas categorias, por si sós, dispensam outros comentários: Acadêmico Júnior, Acadêmico Residente, Acadêmico Aspirante, cujo ingresso dependeria de uma comissão a ser designada pela Diretoria. Com todo o respeito, estudantes e recém-formados serão os grandes homens do futuro, fortes candidatos às Academias, sodalícios de culminância e de coroamento da vida profissional, não do início dela. A proposta foi recusada pela maioria.
Na Diretoria que se seguiu, presidida por Luiz Celso Mattosinho França, 1999-2000, deu-se o cisma com esse status quo. Porém, sem consequência imediata, já que, em seguida, permaneceu como era, uma vez que existia o Presidente Eleito, Salvador José de Toledo Arruda Amato, que assumiria como Presidente, exatamente no momento seguinte, 2001-2002. E, assim, por mais uma gestão, ficava assegurado o estado em que se achava a Academia. Mais ainda, vieram outras propostas de criação de novos tipos de membro. Um deles vingou, o Membro Remido, ainda que não constasse do Estatuto ou de qualquer Assembleia Geral.
Quanto ao Regimento Interno, diga-se de caminho, era repleto de emendas e de vícios de todo o tipo. Impunha-se rigorosa ordem reorganizadora, que foi concluída nove anos depois, a contar do término da gestão de Salvador Amato.
-
Capitulo 9
Do cisma
Capítulo 9
Do cisma

O fato se deu na gestão de Luiz Celso Mattosinho França (1999-2000), que sucedeu Marisa Campos Moraes Amato (1998-1999), filha do Ex-presidente da Academia, Irany Novah Moraes (1983-1984).
Em 14 de setembro de 2000, na Assembleia Geral, Mattosinho França foi acusado pelo grupo do qual Irany Moraes tinha ascendência, de má gestão e de não cumprir o Estatuto, lembrando que, à época, ele estava sendo processado por Irany Moraes na Justiça Civil, processo iniciado em janeiro de 2000, o qual pedia a anulação de todas as atas das reuniões de Diretoria, por descumprir preceitos estatutários. Nessa Assembleia Geral, ficou avençado que se tentaria um acordo no qual uma parte se comprometia a cumprir o Estatuto e, a outra, a retirar o processo na Justiça Civil. Formou-se, também, uma comissão de dez membros para que fossem propostas, em seis meses, reformas estatuárias.

Luiz Celso Mattosinho França
Fonte: Acervo do autor Foto: Flávia NegrãoSeis meses depois, em 21 de março de 2001, nova Assembleia Geral foi realizada. Sucede que o mandato do então Presidente Mattosinho França expiraria em menos de trinta dias, mais precisamente, em 14 de abril de 2001, e quem assumiria a Presidência seria o então Presidente Eleito, como rezava o Estatuto vigente, Salvador José de Toledo Arruda Amato, casado com Marisa Moraes Amato, filha de Irany Moraes. Nessa Assembleia, propunha-se a reforma estatutária, cujo ponto capital era a nova eleição geral para Diretoria em noventa dias. Para que tivesse valor, seria necessário enviar o anteprojeto do Estatuto para todos os Membros da Academia. Logo surgiu a questão sobre quem deveria enviar as propostas de reforma de Estatuto: a Diretoria em vigor ou a Diretoria a ser empossada em 14 de abril?
Venceu a primeira e foi aprovado, nessa Assembleia de 21 de março 2001, que seria instalada uma Assembleia Geral Permanente com a seguinte determinação: mandar o anteprojeto de reforma estatutária até 31 de março para todos os membros da Academia, que teriam prazo de cinco dias para devolvê-lo com sugestões.
Na ata da Assembleia Permanente de 5 de abril de 2001, lê-se que não houve nenhuma proposta de alteração estatutária e, curiosamente, noticia-se que a sede da Academia foi invadida e teve a fechadura trocada, o que impossibilitava o Presidente Mattosinho França de adentrar o recinto. Mais ainda, consta da ata que Salvador Amato, o então Presidente Eleito, que deveria sucedê-lo em poucos dias, mandou à Academia carta injuriosa, a qual motivou a realização de um Boletim de Ocorrência por parte do ofendido.
Nessa Assembleia Permanente, foi aprovado o novo Estatuto*, que entre seus dispositivos consta um artigo que determina ao Presidente Eleito, Salvador Amato, que, tomando posse, convoque eleições gerais em 90 dias.
Porém, diante dos fatos que dia a dia se foram agravando, esse artigo se tornou inválido, pois, nessa mesma Assembleia Permanente, consta a “destituição do Presidente Eleito, por infringir o Estatuto e o decoro da Academia, este caracterizado pelo arrombamento da porta de acesso a ela e pelos termos ofensivos dirigidos aos Acadêmicos”. Consta, também, a nomeação de Comissão Eleitoral ad hoc, por três meses, para que, “de acordo com o novo Estatuto, realizem-se as eleições nesse prazo”, o que foi aprovado por unanimidade. Sebastião de Almeida Prado Sampaio foi nomeado presidente da Comissão ad hoc.

Sebastião de Almeida Prado Sampaio
Fonte: Acervo da Associação Médica Brasileira (AMB)Sucedeu-se que o grupo de Irany Novah Moraes reagiu e deu posse a Salvador Amato, que se tornou Presidente sob regime do antigo Estatuto, ou seja, eleições depois de dois anos e permanência, no organograma, do Presidente Eleito. Irany Moraes convidou Guido Palomba para compor a chapa e ser o Presidente Eleito. Relutando em aceitar o convite, acabou cedendo sob condições, de que, ao assumir a presidência, iniciaria profunda reforma na Academia, a começar pela elaboração de novo Estatuto. Irany Moraes, nesse dia, prometeu todo o apoio. Porém, o que se seguiu foi bem diferente.
*Esse Estatuto nunca entrou em vigor e essa Assembleia Geral foi considerada inválida pela Justiça comum, em primeira e em segunda instâncias; depois foi arquivado o processo.
-
Capitulo 10
Do soerguimento da Academia de Medicina de São Paulo
Capítulo 10
Do soerguimento da Academia de Medicina de São Paulo

1. INTRODUÇÃO
Guido Arturo Palomba, ao assumir o seu primeiro mandato como Presidente (2003-2004), diante de uma situação quase caótica, na qual não se sabia qual era o verdadeiro corpo de Acadêmicos, cadeiras e seus Patronos, bem assim em que categoria estavam, isso entre outros graves problemas, decidiu fechar as portas da Academia, para só reabri-la depois de reorganizada. Foram traçados três distintos passos: modificação do Estatuto; organização das cadeiras, Membros e Patronos conforme o Estatuto; e posse de novo Acadêmico conforme ritos estatutários. E, independentemente do tempo que levaria até a total reforma, ter por princípio o desejo de devolver importância à Academia de Medicina, como uma das principais entidades médicas paulistas e brasileiras, uma espécie de quarto passo.

Guido Arturo Palomba
Fonte: Acervo do autor. Foto: Flávia Negrão2. A APROVAÇÃO DO ESTATUTO MODERNO
O primeiro passo, aprovação do Estatuto Moderno, foi difícil e trabalhoso, um labor quase que solitário, uma vez que o grupo dominante dos rumos da Academia, desde o início, foi contrário ao anteprojeto de modificação estatutária, a começar pelo artigo que elimina a figura do Presidente Eleito, a evitar o continuísmo. Depois, estabelecia-se processo democrático para a eleição de novo membro, não ficaria a admissão à titularidade única e exclusivamente ao querer de poucas pessoas, bem assim, seria instalada a vitaliciedade como princípio, e a eliminação de membro não se daria sem que passasse por rigoroso processo, com ampla defesa do eliminando, em duas instâncias, até a final votação, secreta, em Assembleia Geral. Seriam encerradas as práticas do número variável de vagas e do inconcebível critério de “promoção” de Membro Titular a Membro Emérito, tirando-lhe cadeira e Patrono, depois de 15 anos de titularidade ou ao completar 70 anos de idade.

Estatuto Moderno
Fonte: Acervo do autorNo anteprojeto do Estatuto Moderno, ninguém perderia a cadeira, o Patrono e o direito a votar e a ser votado, entre outras providências, o que, a rigor, impediria a realização de quaisquer desejos individuais ou coletivos que não fossem a expressão da vontade da maioria dos Membros da Academia. Acabava-se, também, com os variadíssimos tipos de Membro, restringindo-os a apenas quatro categorias, Titular, Emérito, Honorário e Correspondente. As cadeiras seriam limitadas a cento e trinta, com vitaliciedade e culto aos mestres e às tradições. Em suma, o anteprojeto do Estatuto Moderno trazia o respeito aos princípios básicos do espírito acadêmico: imortalidade, cadeira, Patronato, vitaliciedade e critérios democráticos para adentrar aos seus pórticos, com a necessidade de que cada candidato obtivesse a metade mais um dos votos válidos de todos os Membros votantes. Do contrário, a cadeira continuaria vaga.
Assim, em “clima de guerra”, na Assembleia Geral de 12 de novembro de 2004, o Estatuto Moderno da Academia de Medicina de São Paulo foi aprovado, com 74,3% de votos “sim” e 25,7% “não”, de todos os votos válidos.
3. OS MEMBROS E SUAS CADEIRAS
O segundo passo exigiu uma série de providências visando a organizar o corpo da Academia, a começar pelos Membros Titulares, Honorários e Eméritos. A partir de um levantamento rigoroso, verificou-se que ao todo eram duzentos e trinta e um nomes.
Preliminarmente, estabeleceu-se critérios rígidos para esse tipo de trabalho, o que resultou a Resolução n. 1, de 16 de fevereiro de 2006, que “institui e regulamenta as condições para organizar o quadro de Membros da Academia de Medicina de São Paulo, em respeito ao vigente Estatuto Moderno, em seu art. 63 e art. 64”. Essa Resolução, com onze artigos, adota método de análise amplo e variado, que pondera o tempo de titularidade (usou-se o critério de quadriênio), a participação na tesouraria (adimplência), a participação em cargos da Academia, e votação, por voto secreto, pelos Membros de Diretoria.
Concluído este trabalho, foi apresentado o levantamento na Assembleia Geral de 12 de julho de 2006, composto de duas listas em ordem alfabética, uma com cento e dezesseis nomes de Membros Titulares ou Eméritos e outra com cento e quinze nomes de Membros Honorários.
Nenhum Acadêmico vivo naquela época e residente no Brasil deixou de constar em uma ou outra lista, as quais foram aprovadas “por unanimidade, com aplausos”.
Os cento e dezesseis nomes da primeira lista ocupariam as cento e trinta cadeiras (remanescendo quatorze vagas), os quais seriam, conforme o Estatuto Moderno, Membros Titulares ou Eméritos, com Patronos, com direito a votar e a ser votados. Os cento e quinze da outra lista seriam Membros Honorários, sem cadeira e portanto sem Patrono e sem direito a votar ou ser votados. Os Acadêmicos da primeira lista teriam obrigações específicas, entre elas, pagar taxa de anuidade, ao passo que a única obrigação dos Membros Honorários seria continuar honrando a Instituição à qual pertencem.
A lista dos Membros Honorários aprovada naquele dia é a que segue:
- Aldo Fazzi
- Aldo Junqueira Rodrigues Júnior
- Alexandre Medicis da Silveira
- Alfredo Carlos Simões D. de Barros
- Alfredo Halpern
- Angelita Haabr Gama
- Antonio André Magoulas Perdicares
- Antonio Carlos Zanini
- Antonio Lázaro Valeriano Marques
- Antonio Morato Leite Neto
- Arrigo Antonio Raia
- Arthur Berlarmino Garrido Júnior
- Bernardino Tranchesi Júnior
- Carlos Alberto Affonso Ferreira
- Cássio Ravaglia
- Claudete Hajaj Gonzalez
- Cláudio Cohen
- Clóvis Martins
- Dario Birolini
- Desiderio Roberto Kiss
- Eleuses Vieira de Paiva
- Emilio Noel Cordeiro
- Ernesto Lima Gonçalves
- Euclydes Fontegno Marques
- Evandro A. Rivitti
- Fares Rahal
- Farid Abrahão José Pedro
- Fernando Bueno Pereira Leitão
- Fernando César Franco
- Geraldo de Campos Freire
- Geraldo Eduardo de Faria
- Geraldo José Alckmin
- Geraldo Rodrigues Lima
- Geraldo Verginelli
- Irany Novah Moraes
- Issao Kameyama
- Jayme de Oliveira Filho
- João Alessio Juliano Perfeito
- João Targino de Araújo
- Joaquim José Gama Rodrigues
- Joaquim Prado Pinto Moraes Filho
- José Alexandre de Souza Sittart
- José Alexandre Medicis da Silveira
- José Antonio de Mello
- José Antonio do Livramento
- José Antonio Franchini Ramires
- José Antonio Smith Nóbrega
- José Antunes Rodrigues
- José de Souza Meirelles Filho
- José Manoel de Camargo Teixeira
- José Pedro da Silva
- José Rosemberg
- Julio Croce
- Lamartine Junqueira de Paiva
- Lenine Garcia Brandão
- Leo Ferreira dos Santos
- Licio Marques de Assis
- Luiz Alberto Bacheschi
- Luiz Boro Puig
- Luiz Carlos Arcon
- Luiz Carlos Cucé
- Luiz Carlos do Canto Pereira
- Luiz dos Ramos Machado
- Luiz Eugenio Garcez Leme
- Luiz Gonzaga Bertelli
- Luiz Gustavo Horta Barbosa Enge
- Luiz Henrique Camargo Paschoal
- Luiz Kulay Júnior
- Luiz Venere Decourt
- Luiz Yu
- Marco Aurélio Cunha
- Maria Augusta Peduti Dal’Molin Kiss
- Maria Cristina Faria da Silva Cury
- Mario Marques Francisco
- Mario Rodrigues Louzã Neto
- Marisa Campos Moraes Amato
- Massayuki Okumura
- Mauricio Rocha e Silva
- Mirto Nelson Prandini
- Nelson Ibañez
- Nelson Rodrigues Netto Junior
- Nelson Toloi Junior
- Newton Kara José
- Nilo Bozzini
- Nilton José Fernández Cavalcante
- Oscar Resende de Lima
- Oswaldo Ubriacco Lopes
- Paulo Adolpho Teixeira
- Paulo Marcio Coifmann
- Pedro Salomão José Kassab
- Raul de Aguiar Ribeiro
- Raul Marino Junior
- Renato Santiago Longo
- Ricardo Pedrosa Duarte
- Ricardo Renzo Brentani
- Ronaldo Antonio Borghesi
- Rubens Belfort Mattos Junior
- Rubens Campos
- Rubens José Gagliardi
- Salvador José de T. Arruda Amato
- Sergio Lustosa da Cunha
- Silvio Antonio Monteiro Marione
- Silvio Figueiredo Bocchini
- Solange Pistori Teixeira
- Sylvio Saraiva
- Therezinha Ferreira Lorenzi
- Vinicio Paride Conte
- Wagner Farid Gattaz
- Walter Belda Junior
- Walter Bloise
- Walter de Paula Pimenta
- William Abrão Saad
- William Saad Hossne
- Willian Habib Chahade
- Wilmes Roberto Gonçalves Teixeira
4. A NUMERAÇÃO DAS CADEIRAS E OS PATRONOS
Suplantada essa fase da organização, restava disciplinar a numeração das cadeias, os Patronos e seus respectivos ocupantes, Membros Titulares ou Eméritos. Esses receberam formulários para ser preenchidos e devolvidos à Academia, indicando o seu Patrono e o número de cadeira que gostaria de ocupar ou que já ocupava.
Assim, para disciplinar o trabalho, editou-se a Resolução n. 2, a qual compunha-se de treze artigos, seguintes:
RESOLUÇÃO n. 2
A Diretoria da Academia de Medicina de São Paulo, para organizar a numeração das cadeiras, Patronos e respectivos ocupantes, resolve:
Critério de organização das cadeiras e dos Patronos
Art. 1º O recebimento das respostas à Circular 01/07 encerrar-se-á em 31 de janeiro de 2007.
Art. 2º Todas as respostas à circular 01/07 serão elencadas em uma lista, por ordem alfabética de membros da Academia.
Art. 3º Os nomes de Patronos propostos terão que satisfazer o art. 3º do Estatuto.
Art. 4º O Acadêmico que não enviou resposta terá como Patrono o que lhe for designado pela Diretoria, bem como o número da cadeira.
Art. 5º Para fins de cumprimento do art. 4º desta Resolução a Diretoria terá por base a antiga lista de Patronos.
Art. 6º Se dois ou mais Acadêmicos indicaram o mesmo Patrono, será escolhido o que tiver maior número de afinidades seguintes:
1 – Mesma especialidade médica
2 – Grau de parentesco
3 – Identidade ideológica
4 – Relação mestre-discípulo
Art. 7º Sempre que possível será mantido o número da cadeira indicado pelo Acadêmico.
Art. 8º Se dois ou mais Acadêmicos indicarem o mesmo número de cadeira, terá preferência o Acadêmico mais antigo, conforme o ano de admissão.
Parágrafo Único. Persistindo o empate, terá preferência o Acadêmico que indicou o Patrono que nasceu primeiro.
Art. 9º Os Acadêmicos que não tiverem a indicação numérica selecionada pelos critérios do art. 8º e seu parágrafo único desta Resolução e os que não indicarem número ocuparão cadeiras numeradas de modo a ser mantidas algumas característica do número de seu CRM.
Art. 10 No caso do art. 9º, consideram-se características do CRM:
1 – Ser número dobrado
2 – Formar a mesma dezena
3 – Formar a mesma centena
Art. 11 Não havendo nenhuma característica a que se refere o art. 10º, o número da cadeira será por sorteio entre as remanescentes.
Art. 12. Após aprovação, pela Diretoria, da relação final, na mesma data será marcada Assembleia Geral Extraordinária, para votação.
Art. 13. Todos os membros da Academia, Titulares ou Eméritos, no ato da convocação a que se refere o art. 12, receberão a relação das cadeiras e de seus ocupantes.
Colhidos os dados e apresentado o resultado final em Assembleia Geral Extraordinária, de 15 de agosto de 2007, foi o trabalho aprovado in totum, por aclamação. O Presidente, Guido Arturo Palomba, agora no seu segundo mandato, ponderou aos presentes que “com a aprovação da lista proposta a reestruturação básica da Academia de Medicina de São Paulo estava concluída e o próximo passo, depois de registrada a Ata, será declarar vaga uma cadeira a ser preenchida por candidato eleito conforme o disposto no Estatuto” (livro de ata).
A lista de Membros Titulares e Eméritos, por ordem de cadeiras, aprovada naquele dia é a que segue:
Membros Titulares e Eméritos, Cadeiras e Patronos, em 15 de agosto de 2007
N. cadeira Acadêmico Patrono Categoria Ano/admissão 1 Guido Arturo Palomba Luiz Pereira Barreto Emérito 1992 2 Samoel Atlas Octávio de Carvalho Emérito 1978 3 Afiz Sadi Rodolpho de Freitas Emérito 1956 4 Luiz Celso Mattosinho França Mário Rubens Guimarães Montenegro Emérito 1986 5 Affonso Renato Meira Alfonso Splendore Emérito 1986 6 Jorge Michalany Nagib Faris Michalany Emérito 1965 7 Paulo Kassab Mathias Octávio Roxo Nobre Titular 1992 8 Durval Rosa Borges Durval Sarmento Rosa Borges Emérito 1983 9 Celso Carlos de Campos Guerra Marcelo Pio da Silva Titular 1997 10 Djalma Camargo Outeiro Pinto Flamínio Fávero Emérito 1976 11 Sebastião de Almeida Prado Sampaio Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho Emérito 1970 12 Renato Andretto Alípio Corrêa Neto Titular 1997 13 Sergio Paulo Rigonatti Mathias de Vilhena Valladão Titular 1989 14 Munir Miguel Curi Victor Spina Titular 1997 15 Valentim Gentil Filho Mário Yahn Titular 1992 16 Luiz Fernando Pinheiro Franco Oswaldo de Freitas Julião Emérito 1990 17 Rui Telles Pereira Nicolau de Moraes Barros Titular 1993 18 Victor Strassmann Álvaro Dino de Almeida Titular 1989 19 Carlos Alberto Salvatore José Medina Emérito 1957 20 Sebastião André de Felice Jacob Renato Woiski Emérito 1984 21 Helio Begliomini Benedicto Augusto de Freitas Montenegro Emérito 1986 22 Nelson Guimarães Proença Adolpho Carlos Lindenberg Emérito 1984 23 José Luiz Gomes do Amaral Gil Soares Bairão Titular 2002 24 Yara Suely Romeu Clemente Miguel da Cunha Ferreira Emérito 1985 25 Edmund Chada Baracat Adherbal Pinheiro Machado Tolosa Emérito 1986 26 Paulo Jorge Moffa Ennio Cósimo Damião Barbato Emérito 1984 27 Jorge Alberto Fonseca Caldeira João Paulo da Cruz Britto Emérito 1966 28 Conceição Aparecida de Mattos Segre Nemésio Bailão Emérito 1985 29 Adib Domingos Jatene Euryclides de Jesus Zerbini Titular 1991 30 Aron Judka Diament Antonio Frederico Branco Lefêvre Emérito 1978 31 David Serson Júlio Kieffer Emérito 1982 32 Domingos Alves Meira João Alves Meira Emérito 1970 33 Geraldo Antonio de Medeiros Neto Antonio Barros de Ulhôa Cintra Titular 1992 34 Helga Maria Mazzarolo Cruz Sylvio Soares de Almeida Titular 1990 35 Josar de Carvalho Ribeiro da Silva Antonio Ferreira de Almeida Júnior Titular 1998 36 Fernando Proença de Gouvêa Ignácio Proença de Gouvêa Emérito 1979 37 Jair Xavier Guimarães Manoel Dias de Abreu Emérito 1966 38 Antonio Carlos Lopes Celestino Bourroul Titular 2002 39 Jenner Cruz Francisco Borges Vieira Emérito 1979 40 José Roberto de Souza Baratella Virgílio Alves de Carvalho Pinto Titular 1997 41 Moacyr Pádua Vilela Felício Cintra do Prado Emérito 1977 42 José Carlos Prates Renato Locchi Emérito 1978 43 Pedro Luiz Onófrio Justiniano de Melo Franco Emérito 1985 44 Luiz Camano Costabile Gallucci Emérito 1993 45 Ricardo Ferreira Bento Cesário Nasianzeno de Azevedo Mota Magalhães Júnior Titular 1991 46 Eulógio Emílio Martinez Filho Carlos Chagas Titular 1997 47 Aurélio Borelli Edmundo Vasconcellos Emérito 1986 48 Hudson Hübner França Dante Pazzanese Emérito 1966 49 Álvaro Eduardo de Almeida Magalhães Rafael Penteado de Barros Emérito 1967 50 Emil Sabbaga José de Barros Magaldi Emérito 1984 51 Linamara Rizzo Battistella Domingos Rubião Alves Meira Titular 1994 52 José Aristodemo Pinotti Raul Carlos Briquet Titular 1988 53 Giovanni Guido Cerri Carlos da Silva Lacaz Titular 1994 54 Antonio Spina França Netto Enjolras Vampré Emérito 1963 55 Marcus Vinícius Sadi Carlos José Botelho Titular 1997 56 Caio Roberto Chimenti Auriemo Emílio Marcondes Ribas Titular 2003 57 Angela Maggio da Fonseca Domingos Delascio Emérito 1984 58 Marcello Marcondes Machado Diogo Teixeira de Faria Emérito 1975 59 Celso Antonio de Carvalho Antonio de Paula Santos Emérito 1966 60 Thomaz Imperatriz Pricoli Giovanni Baptista Líbero Badaró Emérito 1978 61 Antonio Rubino de Azevedo Álvaro Guimarães Filho Emérito 1986 62 Rozeane Luppino Vital Brazil Titular 1997 63 Sergio Vieira Bettarello Agostinho Bettarello Titular 1992 64 Yvonne Capuano Maria Augusta Generoso Estrela Titular 2002 65 Sérgio Bortolai Libonati Luiz Migliano Emérito 1981 66 Nobolo Mori Antônio Cândido de Camargo Emérito 1984 67 Affonso Régulo de Oliveira Fausto Vaga 68 Osório Taumaturgo César Vaga 69 Octaviano Alves de Lima Filho Oscar Monteiro de Barros Emérito 1967 70 João Vicente Torres Homem Vaga 71 Maria Odette Ribeiro Leite Carlota Pereira de Queiroz Emérito 1987 72 Alberto Nupieri Vaga 73 Juarez Moraes Avelar Georges Marcel Joseph Léon Arié Titular 1990 74 Alberto de Mello Seabra Vaga 75 Nelson Roque Paladino Jairo de Almeida Ramos Emérito 1987 76 Ruy Laurenti Arnaldo Amado Ferreira Titular 1999 77 Eduardo Paulino José Martins Fontes Titular 1993 78 Suel Abujamra Duílio Crispim Farina Titular 1993 79 Joaquim José de Carvalho Vaga 80 José Luiz Lemos da Silva José Pereira Gomes Emérito 1958 81 Arary da Cruz Tiriba Adolpho Lutz Titular 1976 82 Nelson Fontana Margarido Eurico da Silva Bastos Emérito 1981 83 Sérgio Almeida de Oliveira Ovídio Pires de Campos Emérito 1982 84 Licurgo José Franceschini Zepherino Vaz Emérito 1967 85 Cid Célio Jayme Carvalhaes Paulino Watt Longo Titular 2003 86 Nicolau Vergueiro Vaga 87 Roberto Costa Anibal Cypriano da Silveira Santos Titular 1997 88 Alberto Rossetti Ferraz Anísio de Toledo Emérito 1979 89 Adnan Neser Adolpho Schmidt Sarmento Emérito 1985 90 Reginaldo Antonio Lotumolo Mário Fittipaldi Emérito 1984 91 Adil Muhib Samara Plínio de Mattos Barretto Titular 2003 92 Noedir Antonio Groppo Stolf Durval Bellegard Marcondes Emérito 1979 93 Daniel Romero Muñoz Oscar Freire de Carvalho Emérito 1985 94 Maurício Mota de Avelar Alchorne Humberto Cerrutti Titular 1993 95 Marcos Túlio Martino Meniconi Antonio Caetano de Campos Titular 2003 96 Inacio Emílio Aquiles Betoldi Vaga 97 Luiz Gonzaga de Amarante Cruz Vaga 98 Maria de Lourdes Mendes Carneiro Pinheiro Franco Walter Edgard Maffei Titular 2002 99 Roberto Godoy Oswaldo Gonçalves Cruz Emérito 1987 100 Fabio Xerfan Nahas Américo Brasiliense de Almeida Mello Titular 1993 101 Oswaldo Paulino Geraldo Horácio de Paula Souza Emérito 1966 102 Paulo Manuel Pêgo Fernandes Antonio de Almeida Prado Titular 1997 103 André Teixeira Lima Vaga 104 Alexandre Gabriel Júnior Otto Guilherme Bier Titular 1999 105 Nadim Farid Safatle José Ayres Netto Emérito 1985 106 José de Almeida Camargo Vaga 107 Evaristo da Veiga Vaga 108 Antonio Baptista Cauduro Guilherme Ellis Titular 1994 109 Demerval Mattos Júnior Antonio Bernardes de Oliveira Titular 1999 110 José Pindaro Pereira Plese Rolando Ângelo Tenuto Emérito 1994 111 José Mandia Netto Sergio de Paiva Meira Filho Titular 1994 112 Wagner José Gonçalves Carmen Escobar Pires Titular 1997 113 José Rodrigues Louzã Mário Rodrigues Louzã Emérito 1984 114 Nelson Colleoni Eurico Branco Ribeiro Emérito 1986 115 Yoshio Kiy Luiz Manuel de Rezende Puech Emérito 1979 116 Salomon Benabou Synesio Rangel Pestana Titular 1994 117 Milton Borrelli Gilberto Menezes de Góes Titular 1994 118 Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia Ernesto de Souza Campos Titular 1997 119 José Antonio Levy Oswaldo Lange Emérito 1976 120 Lygia Busch Iversson Reynaldo Kuntz Busch Titular 1991 121 Miguel Luiz Antonio Modolin Francisco Elias de Godoy Moreira Titular 1994 122 Antonio Luisi Hilário Veiga de Carvalho Emérito 1967 123 Antonio Carlos Gomes da Silva Rubens Monteiro de Arruda Emérito 1985 124 Ceci Mendes Carvalho Lopes Armando Bozzini Emérito 1984 125 Heloisa Oria José Oria Emérito 1985 126 Mário Ottoni de Rezende Vaga 127 Rolf Gemperli Antonio Carlos Pacheco e Silva Titular 1993 128 Domingos Auricchio Petti Cantídio de Moura Campos Titular 1988 129 Cândido Espinheira Vaga 130 Luiz Baccalá Armando de Aguiar Pupo Titular 1989 5. O ÚLTIMO PRESIDENTE ELEITO
É preciso registrar que entre o primeiro (2003-2004) e o segundo (2007-2008) mandatos de Guido Palomba, presidiu a Academia de Medicina de São Paulo o Acadêmico Luiz Fernando Pinheiro Franco (2005-2006), que foi o último Presidente Eleito do antigo Estatuto. No Estatuto Moderno (em vigor a partir de 2004), nas Disposições Transitórias consta que “a próxima eleição de Diretoria, e apenas este pleito, será para todos os cargos, exceto o de Presidente, que será ocupado pelo último Presidente Eleito do antigo Estatuto”, ou seja, na passagem do antigo para o Estatuto Moderno, embora neste terminasse a fase da existência do Presidente Eleito, preservaram-se os direitos até então adquiridos, os quais expiraram por completo com o término do mandato de Pinheiro Franco, o último Presidente Eleito. Este, aliás, foi fundamental no processo de reorganização da Academia, de modo especial ao cultivar e estreitar os laços com outras entidades médicas, entre elas, as três mais importantes da Medicina paulista: a Associação Paulista de Medicina, o Conselho Regional de Medicina e o Sindicato dos Médicos de São Paulo. Dessa semente bem regada, resultou que, em 27 de junho de 2007, na sede do Conselho Regional de Medicina, criou-se a Federação das Entidades Médicas do Estado de São Paulo, sendo consideradas fundadoras as três entidades mencionadas mais a Academia de Medicina de São Paulo.

Luiz Fernando Pinheiro Franco
Fonte: Acervo do autor6. A REABERTURA DA ACADEMIA
O terceiro passo da organização da Academia propunha posse de novo Acadêmico, sob os ritos estatutários.
Além das quatorze cadeiras que não foram preenchidas em 15 de agosto de 2007, vagara, em 2008, a cadeira n. 2, com o falecimento de Samoel Atlas. Em homenagem a esse grande vate da Medicina brasileira, ilustre Acadêmico que tanto prestigiou, trabalhou e foi determinante para a reorganização da Academia, Guido Palomba declarou vaga a cadeira n. 2 e abertas as inscrições para o seu preenchimento.
Foram inscritos onze candidatos, dos quais apenas um não concorreu, pois não preenchia todos os critérios necessários de elegibilidade. O pleito se deu em dois turnos, já que, no primeiro, nenhum candidato obteve a maioria absoluta dos votos. Em segundo escrutínio, venceu Marilene Rezende Melo.

Samoel Atlas
Fonte: Acervo do autor -
Capitulo 11
Da “Passagem do bastão”
Capítulo 11
Da “Passagem do bastão”

Assim, com a posse solene da novel Acadêmica, Marilene Rezende Melo, encerrava-se a reorganização básica da Academia de Medicina de São Paulo.

Marilene Rezende Melo
Fonte: Acervo do autor.Foto: Osmar BustosEra preciso “passar o bastão” para alguém que pudesse solidificar a reforma empreendida, e essa missão foi dada às mãos de Yvonne Capuano.
Em verdade, foi gestão de cizânia de toda a ordem, ou seja, em vez da necessária união entre os membros de Diretoria, todos em prol de um mesmo ideal – o de elevar ao mais alto grau a Academia de Medicina de São Paulo, preencher as cadeiras vacantes e elaborar o Regimento Interno –, o que de fato ocorreu foram desavenças inconcebíveis para uma entidade que praticamente acabara de se reestruturar.
Porém, em sua gestão, houve três pontos altos: eleição sequencial à titularidade dos ilustres médicos José Vicente Barbosa Corrêa e Wilson Andreoni e, por último, a criação do Boletim Asclépio, por esforço e dedicação do Acadêmico Affonso Renato Meira.
A parte tais grandezas, o fato é que o resultado da gestão de Yvonne Capuano (2009-2010) foi que, ao final de seu mandato, houve disputa para eleição de Diretoria, o que não acontecera nem nos momentos mais tensos de sua história. Formaram-se duas chapas. Uma encabeçada por ela mesma; a outra, por Affonso Renato Meira.



José Vicente Barbosa CorrêaFonte: Acervo do autor.Foto: Osmar Bustos Wilson AndreoniFonte: Acervo da Academia de Medicina Affonso Renato MeiraFonte: Acervo do autor. Foto: Luigi Beneduci 
Comemoração do 117o ano da fundação da Academia de Medicina
Fonte: Acervo do autor. Foto: Jesus Carlos de LucenaVenceu a chapa de Affonso Meira (2011-2012), que para logo imprimiu ritmo do mais alto gabarito, a levar a cabo o Regimento Interno e, de modo especial, coordenando o coroamento final da reforma iniciada em 7 de março de 2003, a promover a linda festa na Sala São Paulo, em 7 de março de 2012, quando comemorou-se os 117º anos da fundação da Academia de Medicina e a posse de vinte e sete novos Acadêmicos, que passaram pelo rigoroso processo estatutário de eleição (quatorze cadeiras que ficaram vagas desde a inicial reorganização, acrescidas de treze que se abriram por falecimento de Membros Titulares). Esse momento fez com que a centenária Academia de Medicina pudesse se ufanar de se encontrar em mais um instante elevado de sua história, organizada e plena, em um dos lugares mais bonitos do Brasil, a Sala São Paulo, com todas as cadeiras devidamente preenchidas e acompanhada das mais importantes entidades médicas paulistas e brasileiras, representadas por seus digníssimos Presidentes. Foi o quarto passo, festa da Medicina, gestão e mérito de Affonso Renato Meira (2011-2012).

Comemoração do 117o ano da fundação da Academia de Medicina
Fonte: Acervo do autor. Foto: Jesus Carlos de LucenaNesses breves-longos anos de trabalho para a reorganização da Academia, muitas pessoas contribuíram direta e indiretamente. Porém, isso não teria acontecido se não fossem, desde o início, os esforços e as lutas sem quartéis de alguns poucos Acadêmicos, aos quais este livro rende homenagens: Celso Carlos de Campos Guerra, Samoel Atlas e José Pompeu Tomanik in memorian, Guido Arturo Palomba, Rui Telles Pereira, José Roberto de Souza Baratella, Luiz Celso Mattosinho França, Luiz Fernando Pinheiro Franco, José Luiz Gomes do Amaral e Affonso Renato Meira.

Celso Carlos de Campos Guerra
Fonte: Disponível em: <https://www.academiamedicina saopaulo.org.br/biografias/34/BIOGRAFIA-CELSO-CARLOS-DE-CAMPOS-GUERRA.pdf>. Acesso em: 29 de agosto de 2012
José Pompeu Tomanik
Fonte: Acervo do autorNa linda solenidade de 7 de março de 2012, deu-se por atingido o escopo iniciado exatamente 9 anos antes, que visou à preservação do sonho imorredouro de seus criadores.
Assim, a Academia de Medicina de São Paulo, agremiação médica mais antiga do Estado, com seu brasão em perfeito lustro e conhecendo três distintos séculos (século XIX, fundação; século XX, o passado; século XXI, o presente), está totalmente pronta e preparada para receber as novas centúrias que hão de vir.

Rui Telles Pereira
Fonte: Acervo do autor.Foto: Fotógrafo do Cremesp
José Roberto de Souza Baratella
Fonte: Acervo da Academia de Medicina
José Luiz Gomes do Amaral
Fonte: Acervo do autor.Foto: Osmar Bustos -
Capitulo 12
Do símbolo da academia de medicina de São Paulo
Capítulo 12
Do símbolo da academia de medicina de São Paulo

DO SÍMBOLO DA ACADEMIA DE MEDICINA DE SÃO PAULO
O símbolo da Academia de Medicina de São Paulo recorda um brasão, circundado na parte inferior pelo nome da Entidade, com o ano de sua fundação e cortado, em diagonal, por goles com divisa. Na parte inferior, há alusão ao pavilhão paulista; na superior, à Medicina, como se verá a seguir.
Em diagonal, há o goles com a divisa ARS LONGA VITA BREVIS (“a vida é breve, o aprendizado, longo”), que são as primeiras palavras do primeiro aforismo de Hipócrates, para lembrar o médico da dificuldade em se fazer um julgamento e que a vida é efêmera.

No plano inferior da divisa, contam-se treze listras em branco e preto, em alusão à bandeira paulista, com seu escudo d’armas (braço armado, empunhando pendão de quatro pontas farpadas, ostentando cruz pátea da Ordem de Cristo. Encima o escudo coroa mural, com torres, ameias e portas). Esse conjunto é suportado por listão com a divisa NON DUCOR, DUCO (“não sou conduzido, conduzo”). A referência à bandeira paulista no brasão da Academia representa a singeleza de seu povo, sua nobreza e sua altivez.
O conjunto da parte superior é composto por uma cabeça humana, na qual se enrola a serpente que, em Medicina, representa o legado da cultura greco-romana [aparece no bastão de Esculápio, Deus da Medicina (versão romana), o mesmo que Asclépio (versão grega)].
A serpente oferece a mística do eterno rejuvenescimento, uma vez que troca de pele várias vezes ao longo de sua vida, assim como o homem se renova pela Medicina, pois os remédios lhe dão novo corpo. A serpente, no emblema da Academia, forma um círculo fechado (rotundum) entre a parte final da cauda e o corpo, como se fosse dar um nó. O redondo representa a plenitude física, a res corporea, bem como, pelo nó, o aprisionamento que as doenças orgânicas causam ao homem, porque a serpente se dirigiu para baixo, para a base do ramo de café, para a terra na qual é plantado, e para onde vai o corpo quando morre.
Essa res corporea, formada pela cabeça e pela serpente, recebe a ação de uma mão destra movente, segurando um jarro, que deita líquido vermelho sobre a cabeça, pelo parietal. É o remédio, cuja ação liberta e alivia o sofrimento. No mesmo lugar em que entra a cura, o mal se transmuta em bem, na forma de vapor branco, espírito etéreo, que se esvai no azul, a mais imaterial das cores, em alusão à res cogitans, pneuma, ar, alma.
A cor vermelha, presente no líquido-remédio, simboliza o princípio da vida, com sua força e seu poder; lembra o fogo e o sangue, pertence à eternidade dos afetos, incita a ação, assim como o sol, com sua força e brilho sobre todas as coisas, é símbolo da vitalidade.
O conjunto São Paulo embaixo e Medicina de corpo e alma (res corporea e res cogitans) em cima – unidos em Hipócrates – representa fielmente a Academia de Medicina de São Paulo.
Essa composição, aprovada em 15 de abril de 1920, durante a presidência de Luiz de Rezende Puech, foi criada por Ramos de Azevedo e executada por Domiciano Rossi. Em 1954, sob a presidência de Eurico Branco Ribeiro, a Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo passou a se chamar Academia de Medicina de São Paulo, e o emblema recebeu o nome a circundar, externamente, a metade inferior do conjunto. Em 2003, sob a presidência de Guido Arturo Palomba, introduziu-se, na parte externa do conjunto, o ano da fundação da Academia.
-
Capitulo 13
Presidentes da academia de medicina de São Paulo
Capítulo 13
Presidentes da academia de medicina de São Paulo

PRESIDENTES DA ACADEMIA DE MEDICINA DE SÃO PAULO
1895 – 1896 Luiz Pereira Barreto 1896 – 1897 Carlos Botelho 1897 – 1898 Miranda Azevedo 1898 – 1899 Mathias Valadão 1899 – 1900 Guilherme Ellis 1900 – 1901 Bernardo de Magalhães 1901 – 1902 Arnaldo Vieira de Carvalho 1902 – 1903 Sergio Paiva Meira 1903 – 1904 Arthur Mendonça 1904 – 1905 Diogo de Faria 1905 – 1906 Rubião Meira 1905 – 1906 A. R. Oliveira Fausto 1906 – 1907 Arnaldo Vieira de Carvalho 1907 – 1908 J. Alves de Lima 1908 – 1909 Sylvio Maia 1909 – 1910 Sergio Meira 1910 – 1911 Synesio Rangel Pestana 1911 – 1912 Rubião Meira 1912 – 1913 Nicolau Moraes Barros 1913 – 1914 J. Alves de Lima 1914 – 1915 José Olegário de Almeida Moura 1915 – 1916 Antonio Cândido de Camargo 1916 – 1917 A. R. Oliveira Fausto 1917 – 1918 Celestino Bourroul 1918 – 1919 Ovídio Pires de Campos 1919 – 1920 J. Ayres Netto 1920 – 1921 Luis de Rezende Puech 1921 – 1922 Enjolras Vampré 1922 – 1923 Adolpho Lindenberg 1923 – 1924 Delphino Pinheiro de Ulhôa Cintra 1924 – 1925 Américo Brasiliense 1925 – 1926 Eduardo Rodrigues Alves 1926 – 1927 Olympio Portugal 1927 – 1928 Jose Pereira Gomes 1928 – 1929 Cantídio de Moura Campos 1929 – 1930 Achmidt Sarmentó 1930 – 1931 Antonio de Almeida Prado 1931 – 1932 Oswaldo Portugal 1932 – 1933 Zepherino do Amaral 1933 – 1934 A. C. Pacheco e Silva 1934 – 1935 J. Ayres Netto 1935 – 1936 Ovídio Pires de Campos 1936 – 1937 Mário Ottoni de Resende 1937 – 1938 Flamínio Fávero 1938 – 1939 Celestino Bourrol 1939 – 1940 Jairo de Almeida Ramos 1940 – 1941 Raul Vieira de Carvalho 1941 – 1942 Franklin de Moura Campos 1942 – 1943 J. A. Mesquita Sampaio 1943 – 1944 Roberto Oliva 1944 – 1945 Antonio Carlos Gama Rodrigues 1945 – 1946 Eduardo Monteiro 1946 – 1947 Oscar Cintra Godinho 1947 – 1948 Alípio Corrêa Netto 1948 – 1949 Pedro Ayres Netto 1949 – 1950 João Alves Meira 1950 – 1951 José Pereira Gomes 1951 – 1952 Carmem Escobar Pires 1952 – 1953 Benedito Montenegro 1953 – 1954 Felício Cintra do Prado 1954 – 1955 Eurico Branco Ribeiro 1955 – 1956 Paulo de Almeida Toledo 1956 – 1957 Oscar Monteiro de Barros 1957 – 1958 Mário Ramos de Oliveira 1958 – 1959 João Mendonça Cortez 1959 – 1960 Eurico da Silva Bastos 1960 – 1961 Adherbal Tolosa 1961 – 1962 Nairo França Trench 1962 – 1963 Carlos da Silva Lacaz 1963 – 1964 Plínio Bove 1964 – 1965 Carlos de Oliveira Bastos 1965 – 1966 Waldyr da Silva Prado 1966 – 1967 Durval Rosa Borges 1967 – 1968 Virgílio Carvalho Pinto 1969 – 1970 Michel Abu-Jamra 1971 – 1972 Ernesto Lima Gonçalves 1973 – 1974 Julio Kieffer 1975 – 1976 Joamel Bruno de Mello 1977 – 1978 Antonio Spina França Netto 1979 – 1980 Pedro Nahas 1981 – 1982 Luiz Marques de Assis 1983 – 1984 Irany Novah Moraes 1985 – 1986 Odon Ramos Maranhão 1987 – 1988 Arthur B. Garrido Jr. 1989 – 1990 Fernando Proença Gouveia 1991 – 1992 José Rodrigues Louzã 1993 – 1994 Raul Marino Jr. 1995 – 1996 Cláudio Cohen 1997 – 1998 Marisa Campos Moraes Amato 1999 – 2000 Luiz Celso Mattosinho França 2001 – 2002 Salvador José de T. Arruda Amato 2003 – 2004 Guido Arturo Palomba 2005 – 2006 Luiz Fernando Pinheiro Franco 2007 – 2008 Guido Arturo Palomba 2009 – 2010 Yvonne Capuano 2011 – 2012 Affonso Renato Meira -
Capitulo 14
Membros titulares e eméritos em 7 de março de 2012
Capítulo 14
Membros titulares e eméritos em 7 de março de 2012

MEMBROS TITULARES E EMÉRITOS EM 7 DE MARÇO DE 2012
Cadeira Acadêmico Patrono Título Admissão 1 Guido Arturo Palomba Luiz Pereira Barreto Emérito 1992 2 Marilene Rezende Melo(Antecessor: Samoel Atlas) Octávio de Carvalho Titular 2008 3 Fued Abdalla Saad(Antecessor: Afiz Sadi) Rodolpho de Freitas Titular 2012 4 Luiz Celso Mattosinho França Mário Rubens Guimarães Montenegro Emérito 1986 5 Affonso Renato Meira Alfonso Splendore Emérito 1986 6 Jorge Michalany Nagib Faris Michalany Emérito 1965 7 Paulo Kassab Mathias Octávio Roxo Nobre Titular 1992 8 Durval Rosa Borges Durval Sarmento Rosa Borges Emérito 1983 9 José Vicente Barbosa Corrêa(Antecessor: Celso Carlos de Campos Guerra) Marcelo Pio da Silva Titular 2009 10 Djalma Camargo Outeiro Pinto Flamínio Fávero Emérito 1976 11 Wilson Rubens Andreoni(Antecessor: Sebastião de Almeida Prado Sampaio) Arnaldo Augusto Vieira de Carvalho Titular 2010 12 Renato Andretto Alípio Corrêa Neto Titular 1997 13 Sergio Paulo Rigonatti Mathias de Vilhena Valladão Titular 1989 14 Munir Miguel Curi Victor Spina Titular 1997 15 Valentim Gentil Filho Mário Yahn Titular 1992 16 Luiz Fernando Pinheiro Franco Oswaldo de Freitas Julião Emérito 1990 17 Rui Telles Pereira Nicolau de Moraes Barros Titular 1993 18 Victor Strassmann Álvaro Dino de Almeida Titular 1989 19 Carlos Alberto Salvatore José Medina Emérito 1957 20 Sebastião André de Felice Jacob Renato Woiski Emérito 1984 21 Helio Begliomini Benedicto Augusto de Freitas Montenegro Emérito 1986 22 Nelson Guimarães Proença Adolpho Carlos Lindenberg Emérito 1984 23 José Luiz Gomes do Amaral Gil Soares Bairão Titular 2002 24 Yara Suely Romeu Clemente Miguel da Cunha Ferreira Emérito 1985 25 Edmund Chada Baracat Adherbal Pinheiro Machado Tolosa Emérito 1986 26 Paulo Jorge Moffa Ennio Cósimo Damião Barbato Emérito 1984 27 Jorge Alberto Fonseca Caldeira João Paulo da Cruz Britto Emérito 1966 28 Conceição Aparecida de Mattos Segre Nemésio Bailão Emérito 1985 29 Adib Domingos Jatene Euryclides de Jesus Zerbini Titular 1991 30 Aron Judka Diament Antonio Frederico Branco Lefêvre Emérito 1978 31 David Serson Júlio Kieffer Emérito 1982 32 Domingos Alves Meira João Alves Meira Emérito 1970 33 Geraldo Antonio de Medeiros Neto Antonio Barros de Ulhôa Cintra Titular 1992 34 Helga Maria Mazzarolo Cruz Sylvio Soares de Almeida Titular 1990 35 Josar de Carvalho Ribeiro da Silva Antonio Ferreira de Almeida Júnior Titular 1998 36 Fernando Proença de Gouvêa Ignácio Proença de Gouvêa Emérito 1979 37 Jacques Crespin(Antecessor: Jair Xavier Guimarães) Manoel Dias de Abreu Titular 2012 38 Antonio Carlos Lopes Celestino Bourroul Titular 2002 39 Jenner Cruz Francisco Borges Vieira Emérito 1979 40 José Roberto de Souza Baratella Virgílio Alves de Carvalho Pinto Titular 1997 41 José Pinus(Antecessor: Moacyr Pádua Vilela) Felício Cintra do Prado Titular 2012 42 José Carlos Prates Renato Locchi Emérito 1978 43 Pedro Luiz Onófrio Justiniano de Melo Franco Emérito 1985 44 Luiz Camano Costabile Gallucci Emérito 1993 45 Ricardo Ferreira Bento Cesário Nasianzeno de Azevedo Mota Magalhães Jr Titular 1991 46 Eulógio Emílio Martinez Filho Carlos Chagas Titular 1997 47 Aurélio Borelli Edmundo Vasconcellos Emérito 1986 48 Hudson Hübner França Dante Pazzanese Emérito 1966 49 Álvaro Eduardo de Almeida Magalhães Rafael Penteado de Barros Emérito 1967 50 Emil Sabbaga José de Barros Magaldi Emérito 1984 51 Linamara Rizzo Battistella Domingos Rubião Alves Meira Titular 1994 52 Enio Buffolo(Antecessor: José Aristodemo Pinotti) Raul Carlos Briquet Titular 2012 53 Giovanni Guido Cerri Carlos da Silva Lacaz Titular 1994 54 Mary Souza de Carvalho(Antecessor: Antonio Spina França Netto) Enjolras Vampré Titular 2012 55 Marcus Vinícius Sadi Carlos José Botelho Titular 1997 56 Caio Roberto Chimenti Auriemo Emílio Marcondes Ribas Titular 2003 57 Angela Maggio da Fonseca Domingos Delascio Emérito 1984 58 Marcello Marcondes Machado Diogo Teixeira de Faria Emérito 1975 59 Celso Antonio de Carvalho Antonio de Paula Santos Emérito 1966 60 Thomaz Imperatriz Pricoli Giovanni Baptista Líbero Badaró Emérito 1978 61 Antonio Rubino de Azevedo Álvaro Guimarães Filho Emérito 1986 62 Rozeane Luppino Vital Brazil Titular 1997 63 Sergio Vieira Bettarello Agostinho Bettarello Titular 1992 64 Yvonne Capuano Maria Augusta Generoso Estrela Titular 2002 65 Sérgio Bortolai Libonati Luiz Migliano Emérito 1981 66 Nobolo Mori Antônio Cândido de Camargo Emérito 1984 67 Akira Ishida Affonso Régulo de Oliveira Fausto Titular 2012 68 Vladimir Bernik Osório Taumaturgo César Titular 2012 69 Mário Santoro Júnior(Antecessor: Octaviano Alves de Lima Filho) Oscar Monteiro de Barros Titular 2012 70 João Luiz Mendes Carneiro Pinheiro Franco João Vicente Torres Homem Titular 2012 71 Maria Odette Ribeiro Leite Carlota Pereira de Queiroz Emérito 1987 72 Manlio Mario Marco Napoli Alberto Nupieri Titular 2012 73 Juarez Moraes Avelar Georges Marcel Joseph Léon Arié Titular 1990 74 Ruy Yukimatsu Tanigawa Alberto de Mello Seabra Titular 2012 75 Nelson Roque Paladino Jairo de Almeida Ramos Emérito 1987 76 Ruy Laurenti Arnaldo Amado Ferreira Titular 1999 77 Eduardo Paulino José Martins Fontes Titular 1993 78 Suel Abujamra Duílio Crispim Farina Titular 1993 79 José Luiz Martins Joaquim José de Carvalho Titular 2012 80 Adamo Lui Netto(Antecessor: José Luiz Lemos da Silva) José Pereira Gomes Titular 2012 81 Arary da Cruz Tiriba Adolpho Lutz Titular 1976 82 Nelson Fontana Margarido Eurico da Silva Bastos Emérito 1981 83 Sérgio Almeida de Oliveira Ovídio Pires de Campos Emérito 1982 84 Jorge Carlos Machado Curi(Antecessor: Licurgo José Franceschini) Zepherino Vaz Titular 2012 85 Cid Célio Jayme Carvalhaes Paulino Watt Longo Titular 2003 86 Ramiro Colleoni Neto Nicolau Vergueiro Titular 2012 87 Roberto Costa Anibal Cypriano da Silveira Santos Titular 1997 88 Alberto Rossetti Ferraz Anísio de Toledo Emérito 1979 89 Adnan Neser Adolpho Schmidt Sarmento Emérito 1985 90 Reginaldo Antonio Lotumolo Mário Fittipaldi Emérito 1984 91 Adil Muhib Samara Plínio de Mattos Barretto Titular 2003 92 Noedir Antonio Groppo Stolf Durval Bellegard Marcondes Emérito 1979 93 Daniel Romero Muñoz Oscar Freire de Carvalho Emérito 1985 94 Maurício Mota de Avelar Alchorne Humberto Cerrutti Titular 1993 95 Marcos Túlio Martino Meniconi Antonio Caetano de Campos Titular 2003 96 Rogério Toledo Júnior Inacio Emílio Aquiles Betoldi Titular 2012 97 Manoel Ignacio Rollemberg dos Santos Luiz Gonzaga de Amarante Cruz Titular 2012 98 Maria de Lourdes M. C. Pinheiro Franco Walter Edgard Maffei Titular 2002 99 Roberto Godoy Oswaldo Gonçalves Cruz Emérito 1987 100 Fabio Xerfan Nahas Américo Brasiliense de Almeida Mello Titular 1993 101 Claudio Roberto Cernea(Antecessor: Oswaldo Paulino) Geraldo Horácio de Paula Souza Titular 2012 102 Paulo Manuel Pêgo Fernandes Antonio de Almeida Prado Titular 1997 103 Francisco Baptista Assumpção Júnior André Teixeira Lima Titular 2012 104 Marcello Fabiano de Franco(Antecessor: Alexandre Gabriel Júnior) Otto Guilherme Bier Titular 1999 105 Nadim Farid Safatle José Ayres Netto Emérito 1985 106 Francisco Domenici Neto José de Almeida Camargo Titular 2012 107 Cleide Enoir Petean Trindade Evaristo da Veiga Titular 2012 108 Antonio Baptista Cauduro Guilherme Ellis Titular 1994 109 Demerval Mattos Júnior Antonio Bernardes de Oliveira Titular 1999 110 José Pindaro Pereira Plese Rolando Ângelo Tenuto Emérito 1994 111 José Mandia Netto Sergio de Paiva Meira Filho Titular 1994 112 Wagner José Gonçalves Carmen Escobar Pires Titular 1997 113 José Rodrigues Louzã Mário Rodrigues Louzã Emérito 1984 114 Nelson Colleoni Eurico Branco Ribeiro Emérito 1986 115 Yoshio Kiy Luiz Manuel de Rezende Puech Emérito 1979 116 Salomon Benabou Synesio Rangel Pestana Titular 1994 117 Milton Borrelli Gilberto Menezes de Góes Titular 1994 118 Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia Ernesto de Souza Campos Titular 1997 119 Walter Manna Albertoni(Antecessor: José Antonio Levy) Oswaldo Lange Titular 2012 120 Lygia Busch Iversson Reynaldo Kuntz Busch Titular 1991 121 Miguel Luiz Antonio Modolin Francisco Elias de Godoy Moreira Titular 1994 122 Clóvis Francisco Constantino(Antecessor: Antonio Luisi) Hilário Veiga de Carvalho Titular 2012 123 Antonio Carlos Gomes da Silva Rubens Monteiro de Arruda Emérito 1985 124 Ceci Mendes Carvalho Lopes Armando Bozzini Emérito 1984 125 Heloisa Oria José Oria Emérito 1985 126 Luiz Freitag Mário Ottoni de Rezende Titular 2012 127 Rolf Gemperli Antonio Carlos Pacheco e Silva Titular 1993 128 Domingos Auricchio Petti Cantídio de Moura Campos Titular 1988 129 Krikor Boyaciyan Cândido Espinheira Titular 2012 130 Jayme Murahovschi(Antecessor: Luiz Baccalá) Armando de Aguiar Pupo Titular 2012 -
Capitulo 15
Membros Correspondentes até 2004
Capítulo 15
Membros Correspondentes até 2004

MEMBROS CORRESPONDENTES ATÉ 2004
Acadêmico País A. de Souza Pereira Portugal A. García Barón Espanha A. Lacassagne França Abel Canónico Argentina Abel Desjardins Bélgica Achiles Mesiano Brasil Adalberto R. Goñi Argentina Adriano Pondé Brasil Albert Fuchs Áustria Albert Santy França Alberto C. Maggi Argentina Alberto Lima de Morais Coutinho Brasil Alberto Sartório Junior Brasil Albin Lambotte Bélgica Alejandro Oliveira Argentina Alejandro Pavlovsky Argentina Alexandre Von Lichtenberg Alemanha Alfredo Rocha Pereira Portugal Alício Peltier de Queiroz Brasil Almerindo Vaz Lessa Portugal Álvaro de Aquino Salles Brasil Álvaro Barcellos Ferreira Brasil Americo Stabile Uruguai André Lambling França Angel Garma Argentina Antonio de Souza Pereira Portugal Antonio Pinto Vieira Brasil Antonio Rodrigues de Mello Brasil Aristides do Rego Monteiro Brasil Armando Pinto Fernandes Brasil Arnaldo Rascovski Argentina Arnaldo Yódice Argentina Arnoldo Gabaldón Venezuela Arnulfo Johon Schaefer Chile Aron N. Gorelik Estados Unidos Arthur Dallas Estados Unidos Arthur J. Bedell Estados Unidos Arthur M. Freeman Estados Unidos Arthur Moses Brasil Arthur Neal Owens Estados Unidos Augusto F. Daro Estados Unidos Augusto Hernández Peru Augusto Vaz Lessa Portugal Augusto Wybert Argentina Avelino Pessoa Cavalcanti Brasil Azur de Oliveira Cruz Brasil Baudilio Courtis Argentina Benedictus Mario Mourão Brasil Benjamin Salles de Oliveira Brasil Bernard R. Soderberg Estados Unidos Bernardo Sepúlveda Gutiérrez México Bernhard Zondek Estados Unidos Bruno Valentim Brasil Caio Benjamim Dias Brasil Candido Muñoz Monteavaro Uruguai Carlos Alberto Estapé Uruguai Carlos Alberto Zanotti Brasil Carlos Butler Uruguai Carlos Chagas Filho Brasil Carlos D. Guerrero México Carlos Enrique Paz Soldán Chile Carlos Stajano Uruguai Casimiro Pereira Junior Brasil Charles Food Estados Unidos Charles P. Bailey Estados Unidos Clement Martin Estados Unidos Clemente Morel Argentina Clementino da Rocha Fraga Brasil Clovis Correa da Costa Brasil Clóvis Salgado da Gama Brasil Colombo Moreira Spínola Brasil Custódio Figueira Martins Brasil Cutice Rosser Estados Unidos Daniel Morel Fatio França Demetrio Sodi Pallares México Deolindo Couto Brasil Desmond K. Mulvany Inglaterra Dionisio González Torres Paraguai Carlo Domenicci Itália Domicio Pereira da Costa Brasil Domingo Pratt Uruguai Earl D. McBride Estados Unidos Edgar J. Mccormick Estados Unidos Edmundo Guillermo Murray Argentina Eduard Schmidt Alemanha Eduardo Arias Vallejo Espanha Eduardo M. Baldy Argentina Eduardo O. Figueroa Argentina Edward L. Compere Estados Unidos Emile Gilbrin França Emilio Chambouleyron Argentina Emilio Etala Argentina Emmanuel Marques Porto Brasil Enrique Cabrera México Ernesto Navratil Áustria Ernesto Prieto Trucco Chile Erwin Hudson Scott Estados Unidos Estebán Paulín González México Esteban Rocca Peru Eugene L. Jewett Estados Unidos Eugene Park Niceley Estados Unidos Fernando Asencio Venezuela Flaminio Vidal Argentina Florencio de Abreu Brasil Florencio Escardó Argentina Floriano de Lemos Brasil Fradique Correa Gomes Brasil Francisco Fialho Brasil Francisco Victor Rodrigues Brasil Franklin Martin Estados Unidos Frederico E. Christmann Argentina Frederick B. Campbell Estados Unidos Fremont A. Chandler Estados Unidos G. James Duffy Estados Unidos Georges Hugnet França Georges Portmann França Geraldo Siffert de Paula e Silva Brasil Geraldo Wilson S. Gonçalves Brasil Gordon McHardy Estados Unidos Guillermo Di Paola Argentina Guglielmo Belchior Costa Argentina Guy Godlewski França Guy Laroche França H. Necheles Estados Unidos Haroldo Jacques Brasil Harry F. Bacon Estados Unidos Harry Shay Estados Unidos Harvey E. Billig Junior Estados Unidos Héctor Ducci Claro Chile Heliodoro G. Mogena Espanha Henri Laborit França Henrique de Brito Belford Roxo Brasil Henrique Pierangeli Argentina Henry Bayle França Henry L. Bockus Estados Unidos Henry W. Meyerding Estados Unidos Henry Welty França Herbert Hayes Estados Unidos Hermógenes Álvarez Uruguai Hernán Alessandri Rodríguez Chile Hernán Espejo Romero Peru Hildo Duarte Brasil Hilton Ribeiro da Rocha Brasil Horace E. Turner Estados Unidos Howard Fox Estados Unidos Hugo Salomon Áustria Humberto Notti Argentina Inaldo de Lyra Neves-Manta Brasil Iseu Affonso da Costa Brasil Isidoro Conrado Steinberg Argentina Ivolino de Vasconcellos Brasil Jacob Lerner Chile Jacques Charpy França James Carl Hutchinson Estados Unidos James Winston Watts Estados Unidos Jean Delay França Jean Sénèque França João Moreira da Fonseca Brasil João Paulo do Valle Mendes Brasil Joaquim de Matos Barreto Brasil Joaquim Romeu Cançado Brasil Joel Valencia Parpacen Venezuela John Rusic Estados Unidos Jorge Alberto Taiana Argentina Jorge Ferreira Machado Brasil Jorge Malbran Argentina Jorge Rezende Brasil José A. Aguirre Uruguai José Alberto Castro Uruguai José Borges Sales Brasil José Botella Llusiá Espanha José Daniel Mautone Uruguai Juan Gandolfo Canessa Paraguai Juan José Crottogini Uruguai Juan Martín Allende Argentina Juan Mora Ortiz México Juan Wood Walters Chile Julio Barros Mendia Uruguai Julio Calcaño Romero Venezuela Julio Manuel Morales Paraguai Julio Moretti Uruguai Justo Alonso Uruguai Justo Lijó Pavia Argentina Lambert Mayer Simon França Laureano Falla Álvarez Cuba Leandro Zubiaurre Uruguai Leonídio Ribeiro Brasil Leopold Brodny Estados Unidos Louis-Pasteur Vallery-Radot França Lucas Molina Peru Lucas Monteiro Machado Brasil Lucien Leger França Luiz C. Tavares da Silva Brasil Luiz Carlos Bento de Souza Brasil Mamerto Acuña Argentina Manoel Cláudio da Motta Maia Brasil Manuel A. Manzanilla México Manuel Amarante Junior Portugal Manuel António de Morais Frias Portugal Manuel Riveros Molinari Paraguai Manuel Rodrigues Lopes Uruguai Marcel Lelong França Marcelo Royer Argentina Mario Braga de Abreu Brasil Mario Luis de Finis Paraguai Martiniano José Fernandes Brasil Maurício Campos de Medeiros Brasil Michael O’ Herron Estados Unidos Miguel A. Fernández Bastidas Colômbia Miguel Concha Chile Mikinosuke Miyajima Japão Moacyr Alves dos Santos Silva Brasil Morris Fishbein Estados Unidos Moses Behrend Estados Unidos Murilo Bretas de Araújo Brasil Nereu de Almeida Junior Brasil Nicolau Ortiz Bolívia Nilson Reende Estados Unidos Norberto Henning Alemanha Norberto M. Stapler Argentina Octávio Coelho de Magalhães Brasil Octávio Rodrigues Lima Brasil Olinto Orsini de Castro Brasil Oscar B. Nugent Estados Unidos Oscar Ivanissevich Argentina Oswaldo Pinheiro Campos Brasil Otis R. Wolfe Estados Unidos Pablo Borrás Argentina Pedro Errecart Argentina Pedro Ramón Figueroa Casas Argentina Pierre Lachapelle França Pierre Wertheimer França Pieter Leguit Holanda Quirino Codas Thompson Paraguai Raimundo de Brito Brasil Ralph B. Cloward Estados Unidos Raúl García Valenzuela Chile Raúl Matera Argentina Raymond Garcin França Reginaldo Fernandes Brasil Renato Segre Itália Roberto A. Lambert Venezuela Roberto Caldeyro-Barcia Uruguai Rodolfo Eyherabide Argentina Roger Anderson Estados Unidos Roland M. Klemme Estados Unidos Ruddy Cesar Faccci Brasil Ruperto Vargas Molinari Chile Russell S. Boles Estados Unidos S. S. Peikoff Canadá Seymour Gray Estados Unidos Sinval Lins Silva Brasil Stockton Kimball Estados Unidos Tommaso Senise Itália Victorino D’Alotto Argentina W. G. Smile Estados Unidos Waldir Caldas Pires Brasil Waldomiro Pires de Camargo Brasil Wayne Silbernagel Estados Unidos William B. Morrison Estados Unidos William R. Lovelace Estados Unidos Wladimir Kehi Brasil Wolfe W. Kamperer Estados Unidos -
Capitulo 16
Estatuto moderno e regimento interno
Capítulo 16
Estatuto moderno e regimento interno
ESTATUTO MODERNO E REGIMENTO INTERNO
1. ESTATUTO DA ACADEMIA
Capítulo I – Da Academia de Medicina de São Paulo
Capítulo II – Da administração
Capítulo III – Das atividades
Capítulo IV – Da admissão de membros
Capítulo V – Da eliminação de membros
Capítulo VI – Da eleição da diretoria
Capítulo VII – Do exercício financeiro e do patrimônio
Capítulo VIII – Das disposições gerais
Capítulo IX – Das disposições transitórias
-
Capitulo 1
Do final do século XIX em São Paulo
-
Capitulo 2
Luiz Pereira Barreto, o criador
-
Capitulo 3
Do nascimento da Sociedade de Medicina e Cirurgia de São Paulo
-
Capitulo 4
Dos primeiros 50 anos
-
Capitulo 5
Da passagem de Sociedade para Academia
-
Capitulo 6
Das sedes
-
Capitulo 7
Dos livros de ata
-
Capitulo 8
Do início ao término de um período decadente
-
Capitulo 9
Do cisma
-
Capitulo 10
Do soerguimento da Academia de Medicina de São Paulo
-
Capitulo 11
Da “Passagem do bastão”
-
Capitulo 12
Do símbolo da academia de medicina de São Paulo
-
Capitulo 13
Presidentes da academia de medicina de São Paulo
-
Capitulo 14
Membros titulares e eméritos em 7 de março de 2012
-
Capitulo 15
Membros Correspondentes até 2004
-
Capitulo 16
Estatuto moderno e regimento interno